quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Amor e ódio

O amor e o ódio as vezes se confundem. Já senti ódio de tanto que amava, já amei o que no fundo detestava. O que é esse Amor então? Que do nada odeia, sorriso que logo vira pranto, abraço que logo se transforma num tapa! E esse tal ódio? Que me faz, tal qual um apaixonado, perder horas pensando em alguém, calculando, planejando, lembrando e sofrendo. O que é esse Amos e ódio que tanto nos parece conduzir? Onde o Eu fica quando ama ou odeia alguém? E esse alguém? Quem é tão digno ou tão culpado a ponto de ser merecedor de nossos cuidados, ou condenado à nossa perseguição? Quem nesse mundo é tão importante assim?

 Talvez o Amor seja fruto de uma noção de dependência. Talvez o Òdio de uma frustração pessoal. Mas independentemente das milhões de possíveis explicações a respeito do amor ou do ódio, sabemos que ambos estão ligados a ideia de valor. Amor é valor positivo, ódio é valor negativo. E assim decobrimos que o que une as ideias de amor e odio é a ideia de valor. Tendo isso em comum, jamais seriam absolutamente contrarios um do outro.

 O contrário do amor, assim como o do ódio, só pode ser algo que não inclua em sua noção particular a ideia de valor. Como a indiferença, que faz não valer a morte nem o nascimento, não faz declarar nem esconder, não acolhe nem expulsa, não mata nem leva á cama. Sem gosto ou cheiro, cor ou som, como o sofrimento de um desconhecido, o desinteressante passa desapercebido, sem nunca ter a chance de ser notado, não será nunca odiado, e jamais, jamais amado.

Um comentário:

  1. Belíssimo texto!! Filha, os seus escritos nos leva a refletir, nunca deixe de nos brindar com seus mais puros pensamentos.

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