sábado, 11 de fevereiro de 2012

Aprendendo a ser gente.

Hoje foi dia de sobrinhos, a cada 15 dias meu irmão e sua "brother de vida" Paulinha vem passar o final de semana aqui no sitio, trazem as crianças.
Jonathan, o mais velho, já sabe falar. Alice ainda não. Lembro quando nasceram.

Felipe era pequeno ainda, tinha uns 2 anos quando Jonathan nasceu, eu lembro da cena de Felipe sentado no sofá segunrando o Jonathan em seu colo, ele envolto num cobertor fofinho e verde. Felipe feliz, sem sabe direito pq. Sorria pra foto pq agora tinha um irmão, achando que uns dias depois Jonathas já estaria brincando com ele de bola. Se decepcionou, afinal o grande "irmão mais novo", era muito mais novo, pegava grande parte da atençao de sua mãe, só chorava e mamava...
Jonathan foi crescendo e ficando com a cara de Dado, os olhos grandes e redondos, todo "menino", gostando de brincadeiras perigosas e se machucando com frequência.

Alice surge. Enroladinha num cobertozinho cor de rosa, os dedos longos, a cara gordinha e rosa tb. Não acompanhei ela crescendo. Cheguei de férias da faculdade, e foi aí que a conheci de verdade, nesses finais de semana nos quais eles surgem na minha vida, fazendo barulho e espalhando comida pelo chão deixando a Ada feliz. Alice é engraçada, ela é séria, mexe muito as sobrancelhas pra se comunicar. Gosta muito de comer, agora mesmo está em pé encostada no sofá, se lambusando com um prato de linguiça cortadinha. Ela é pequena, e me observa como quem não entende. Gosto de Alice, não tenho muita razões pra isso, pq ela não faz muita coisa em pró dos meus sentimentos. Gosto dela pq ela é um ser humano pequeno, construindo suas estruturas mentais...eu queria ajudá-la..mas sou tão perdida quanto ela.
Ela entra no meu quarto enquanto mexo no not book, ela se encosta na porta com o dedo na boca, me olha. Eu digo -Alice, vc quer alguma coisa? . Ela me encara de novo, continua babando em seus dedos, ri e vai embora....

Um dia meus sobrinhos vão crescer...e é tudo que sei sobre eles.

Um beijo à todos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A vida passando.


Como o tempo passa...
Esses dias conheci um rapaz pela internet, um rapaz bobo, que não sei pq resolveu ler postagens antigas do meu blog. No outro dia me disse "li suas postagens de 2010, vc mudou muito".
Hoje, já estava indo dormir, resolvi ler coisas antigas no meu blog, comecei lendo "mulheres árvores" de 2010, fui pra postagens mais antigas, acabei lendo quase todas. Esse blog carrega minha vida, rs.

Em 2009, ano em que eu comecei esse blog, eu estava tb começando meu namoro com Augusto. Esse blog abrigou as minhas mais sinceras e enganadas juras de amor. Como eu chorei lendo tudo que escrevi, eu colocava minha alma nas entrelinhas, eu me esforçava pra que as palavras escolhidas fossem fortes o suficiente pra passar o que eu sentia...eu sentia tanta coisa.

Em 2010, eu comecei a filosofar, hahaha, que engraçado foi ler o que eu afirmava. E sempre que possível, uma jura de amor. Augusto o que foi que fizemos? hehehehe...o que foi que fizemos...as vezes acho que eu fiz isso sozinha...Eu queria uma história de amor, e eu peguei os detalhes de nossa relaçao comum, e a transformei num livro. Eu escrevia aqui de uma forma, que hoje lendo eu não sei de onde eu tirava tanta profundidade...Eu queria que fosse profundo, eu tirava de seus olhares as mais filosóficas interpretações, eu colhia de seus abraços a mais pura amizade. Eu pintei um quadro com tintas vencidas, por isso desbotou.

2011- entrei na faculdade, hahahahaa....narrei com detalhes as primeiras aventuras, publiquei aqui as dores que passava, eu descrevi a vida de uma pessoa só. Rany morreu! que tristeza...e hoje eu vejo a Ada, tão viva aqui, tão diferente de Rany, é como se fossem minhas filhas, e uma já morreu.
No primeiro semestre eu tinha feito "amigos pra vida toda", amigos que no final do ano eram amigos de domingo. Eu terminei com o Augusto, e eu sofria tanto, mas ao mesmo tempo me sentia aliviada. Eu voltei com o Augusto, me arrependi amargamente. Agora não acredito mais nesses amores.
Segundo semestre, que bagunça...sem Deus, sem família, sem horário, sem obrigações, sem tempo, sem noção...
Fim de ano...adeus família, decidi sair de casa. E que venha o próximo capítulo de minha vida.

Lendo tudo que escrevi aqui desde 2009, eu pude ver que o grande senhor da vida é o tempo.
O tempo que amadurece as frutas é o mesmo que as apodrece. O tempo me trouxe a vida através do tempo da vida de meus pais. O tempo me trouxe histórias que me fizeram crescer. O tempo me levou embora o que eu achei que seria pra sempre. O tempo só me dá a certeza de que ele passa, e leva com ele tudo o que existe...ele leva as florestas, ele leva as nuvens, leva as fotografias, embaça as memórias, acalma as paixões, apaga as tristezas, seca as lagrimas, consolida alegrias. De eterno só existe o próprio tempo.

Bom é que o tempo passa, e todo dia temos mais passado pra saber melhor viver o presente. E de vc Futuro...só ouço falar. No dia que vc chegar, já terá ido de novo, se transformado em novos sonhos.

Um beijo em todos.