terça-feira, 12 de julho de 2011

A filosofia explica!

Existe uma corrente filosófica, que afirma que a Linguagem é uma doença do ser humano.
A maioria das pessoas olha para esta afirmação e nem se dá ao trabalho de analisa-la para para só depois descarta-la, afinal, a linguagem é o que move a sociedade, não há pq identificá-la como um problema em si! (é o que pensam).

Pois bem leitores. Viajemos por outros caminhos.

O que nos diferencia dos outros animais e das plantas é a nossa racionalidade. A racionalidade, que em primeiro plano parece ser uma dádiva, é justamente o que nos faz questionar, os bixos e as plantas não se questionam, não dizem "não" para a própria natureza, apenas existem, vivem o seu pleno "direito natural" (ESPINOSA-Tratado Teológico-Político). Não entender o mundo é o produto da racionalidade, é o que faz nos sentirmos fora do mundo. Todos temos a sensação de estarmos fora da realidade física, como se nossa mente fosse algo metafísico preso a um corpo.
 Aristóteles, analisando a lei de ação e reação, obviamente chega ao início de tudo, chega num ponto onde surge a necessidade de algo ter surgido de si mesmo, o que ele denominou de "primeiro motor imóvel", vulgo: Deus.

Na natureza, tudo está sujeito ao devir, estamos em constante mudança, estamos limitados ao início, meio e fim. A única coisa que é infinita, é própria natureza, sendo ela um universal, composto por particulares finitos. A natureza é infinita pq ela é si é o conjunto de todas as coisas, o que faz dela um ciclo sem fim.

Na própria natureza, tudo tem o seu devido lugar, e age de acordo com seu direito natural, fazendo assim parte do Todo sem nenhum tipo de discordancia ou negação. A Harmonia da natureza, é infinita em si mesma e é a causa de si mesma, logo...natureza é Deus.

A racionalidade humana, é o que nos faz olhar a natureza como algo alheio a nós mesmos. Pois não nos sentimos inteiramente parte dela e por isso não a entendemos. A racionalidade não é o algo a mais que faz de nós animais superiores, e sim o algo a menos que tirou de nós a capacidade de entrar em harmonia com o todo.

O princípio da filosofia é o espanto, é olhar o mundo e querer entende-lo. Logo, podemos concluir que o pq de tal espanto é a própria racionalidade.

Essa é uma conclusão racional para a eterna pergunta da filosofia, que é "o que é o conhecimento?". Conhecer é  ser parte do todo. Se assim fossemos, entenderiamos absolutamente tudo, pois não tentaríamos enquadrar o conhecimento dentro de um raciocínio lógico que o explique, que é a linguagem.

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O cristianismo tem tudo a ver com isso. Nas próximas postagens explicarei os pqs.
Somente peço para quem quiser acompanhar minha linha de raciocínio, que não se espante, e que tente se abster de qualquer tipo de preconceito ou fanatismo religioso.
Deus existe, e precisamos dele.
Abraços.

Selmy Menezes

Um comentário:

  1. Nada eh definido, tudo tem que ser sentido. O mal alheio eh que todos buscam sentidos para tudo e todos, assim, a linguagem acaba pre_determinando tudo e todos,e decepando todo sentido da vida!

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