quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poético, poeta, poesia.


















Eu não sei quantas sílabas poéticas são necessárias,
Ou quantas rimas preciso formar.
Posso eu escrever um romance, uma música...
Mas foi a poesia que me chamou atenção,
Porque ia intensa pelas entrelinhas,
Lhe contar o que há aqui por dentro.

E notei também, que posso "poetar",
Porque poesia vem de algum lugar dentro da alma,
Onde gramática nenhuma pode alcançar.
Poesia é o broto de sentimento na alma,
Mas broto este de semente velha,
Pois são sempre as mesmas árvores:
Amor, ódio, saudade, tropeço, risada.

Então, essa poesia, música, soneto,
Ou seja lá o que for,
É na verdade um suspiro cançado,
De um coração já calejado,
Somente querendo chorar e gritar,
Para tão somente anunciar a causa de tantas palavras:
Sentimento.

2 comentários:

  1. Sou suspeita pra ficar aqui elogiando tudo que vc.escreve, mas, desta vez não consegui passar sem deixar um comentário: Além de blogueira, agora virou poetisa.Lindo e profundo este texto. Bjs.

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