segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mulheres árvores.

Rubem Alves costuma plantar uma árvore cada vez que alguém importante para ele morre, essa árvore plantada deve se parecer com quem morreu, lembrar sua personalidade. Alves plantou uma camélia quando sua mãe faleceu.

Camélias são as flores que mais me chamam atenção, nunca soube porquê. Porém, nos ultimos tempos, tenho lido tanto a respeito das mulheres, do feminismo, do cristianismo, etc e tal, que eu entendi porque meu coração se comove quando vejo uma camélia.

Camélias são árvores que imitam pessoas. Não todas as pessoas, somente as que são tristes, as que são presas, representam as pessoas que são enraizadas num sistema triste, pessoas que queriam voar e não podem. Assim como os pensamentos mais belos que essas pessoas presas têm, as camélias dão flores que contradizem seus galhos e folhas grosseiras, são flores que representam a liberdade que suas raizem impedem de abraçar, flores que representam a beleza que existe no pensamento.

Algum dia, todas as flores vão voar, não somente as minhas, mas as de toda humanidade, e nos tornaremos livres dos trilhos, das regras, ras raizes.

Eu queria ser um pássaro, e não uma árvore, mas a terra ainda cobre meus pés, enterra minhas ásas, prende minhas flores.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Igreja

Hoje estamos aturdidos com tantas novas igrejas, nascem umas dez por dia e por algum milagre todas lotam em questão de duas ou três semanas, é uma beleza, quem vê pensa que o Brasil, ou o mundo, já estão tão evangelizados e cientes de Deus que em breve a vida será uma eterna bonança. Mero engano.

O que há hoje não são igrejas, são templos, belas construções recheadas de gente que se acomoda no banco sem saber porquê. Lotadas de pessoas que têm a plena certeza que se obedecerem as ordens do pastor ou pastora serão extremamente recompensados. Vão à igreja na triste ilusão de que lá está a salvação.

Para se entender a salvação, primeiramente deve-se entender o erro. Do mesmo jeito que existem várias estradas que levam à mesma cidade, existem várias maneiras de nos chegarmos a Deus e ouvirmos a sua voz, de uma maneira completamente única e pessoal. Não existe um conjunto de regras que te levem a Deus, ou melhor, existe, e não deveria existir. Deus é muito maior que um monte de regras, ele é o inventor da liberdade, por que eles nos aprisionaria dentro de uma "receita" para que alcançácemos a salvação? Deus é o idealizador da racionalidade humana, não neguemos à esse traço divino que nos foi dado, nos libertemos dos ideais comuns, dos projetos comuns, dos caminhos comuns...nós somos únicos, não tem lógica seguirmos todos a mesma trilha.


Os trilhos servem para quem não sabe usar uma bússola. (precisamos apenas saber para que lado fica o Norte.)


Um beijo, comentem
Dois beijos xuxu, comente =)

domingo, 7 de novembro de 2010

Voltar ao início.

Redação que fiz na prova do ENEM
Tema: O Trabalho na Construção da Dignidade Humana.

Voltar ao Início


Ainda pequenos, aprendemos que precisamos nos esforçar para sermos "alguém", eu em minha infantilidade pensava "eu já sou alguém". Mais tarde eu entendi que o "ser alguém", era tão somente fazer parte do sistema em que vivemos. Entendi que crescer, estudar e trabalhar nos serve de base para melhor contribuirmos com a sociedade.

Na teoria, todo esse sistema sociológico parece muito lógico, muito bom, poŕem, quando abrimos os olhos da maturidade, enchergamos um mundo onde o egoismo reina nos corações de quase todos, e concluimos que a socidade, criada otrora com tantas boas intenções, se tornou vilã de seus próprios integrantes.

Vivemos hoje, sobre a realidade mórbida de um sistema caótico, onde os patrões exploram os empregados, e estes por sua vez rejeitam seus cargos ao ponto de não trabalharem com todo empenho necessário. Caminhamos pelas ruas olhando para os outros pedrestres como possíveis assaltantes, vivemos com medo, com os portões fechados, bons cadeados e grades nas janelas.

Os jornais diáriamente nos informam dos problemas mundiais, e até chegamos a nos compadecer das dores do mundo, mas não o suficiente para reagirmos à tais problemas, desligamos a televisão e voltamos para nossas "bolhas". A grande questão não é apontar os defeitos, e sim achar as soluções, e para isso, precisamos voltar ao ponto onde ainda tudo caminhava pelos trilhos certos, voltar ao ponto onde a família era mais importante do que o trabalho, onde os pais ainda contavam histórias para seus filhos, onde as famílias tinham um cachorro, uma árvore, enfim, uma vida!Quentionamos a escravidão, mas ainda vivemos nela. Somos escravos de nós mesmos, dos nossos horarios, dos compromissos, dos interesses! Somos escravos de um sistema desumano, de um sistema sem amor.

Amor, esse sim é o pilar que deveria sustentar a sociedade. Devemos voltar a amar de verdade, neste ponto pensamos "como vamos amar seis bilhões de pessoas?', e eu concluo: precisamos dar um passo de cada vez, de início, amando a pessoa ao lado.

Voltemos ao início, à vontade de Deus.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O valor do presente.



Eu acabei de ler um livro hoje "As Ruínas", uma história de Stephen King. O livro se trata de amigos que vão passar as férias no México, vão se aventurar em ruínas de uma contrução Maia, acontecem inúmeros problemas e o livro nassa os conflitos e necessidades de 5 jovens presos num lugar sem condições favoráveis à vida, como falta de água, de comida, e claro...existe outros segredos tb, mas eu não vou estragar a surpresa do livro =) (pra quem não gosta de ler, esse livro virou filme).

Lendo esse livro, eu fiquei pensando em como agiríamos em situações extremas...se daríamos o mesmo valor às pessoas à nossa volta, o quanto mudaria nossa escala de valores, enfim....quem seríamos?

Indo por essa linha de raciocínio eu me deparei com um problema muito comum em nossas vidas, se não na sua, na minha tem!!Não dar valor ao presente, ao momento, ao agora, às pessoas do agora.
Certa vez, a uns anos atrás, eu estava acostumada a ter 4 irmãos vivendo comigo, chateando, brigando, brincando. Do nada, todos eles resolveram crescer e ir embora, e foram...pra suas faculdades, pros seus cursinhos, pra suas vidas...e eu fiquei sozinha, com 12 anos e filha única. No primeiro momento eu tive a certeza que meus problemas estavam resolvidos, mas no máximo uns 3 dias depois eu já havia mudado de ideia e percebido que o conforto de só a minha cama no quarto não valia mais que os meus irmãos por perto.

Anos depois, Mel voltou, eu vou confessar, nunca grudei tanto numa pessoa! Gravando na memória cada sorriso, cada risada, cada sorvete, tudo...porque eu sabia que ela mais cedo ou mais tarde iria embora denovo. Depois Milena voltou, demorou, eu senti e agi da mesma forma, e ela enfim casou. Eu sinto falta dela, mas não peso, ou arrependimento por nao ter aproveitado, eu curti cada momento com ela, o Augusto até comentava, dizendo que nossa amizade era irreal demais.

Eu nem sei porque estou escrevendo tanto, e sobre isso...tão banal. Mas tanto faz...eu gosto de escrever sobre o que eu ando pensando, é como se o pensamento saísse da minha cabeça, deixando-a livre pra outros, e mais outros...sei lá

bj povo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poético, poeta, poesia.


















Eu não sei quantas sílabas poéticas são necessárias,
Ou quantas rimas preciso formar.
Posso eu escrever um romance, uma música...
Mas foi a poesia que me chamou atenção,
Porque ia intensa pelas entrelinhas,
Lhe contar o que há aqui por dentro.

E notei também, que posso "poetar",
Porque poesia vem de algum lugar dentro da alma,
Onde gramática nenhuma pode alcançar.
Poesia é o broto de sentimento na alma,
Mas broto este de semente velha,
Pois são sempre as mesmas árvores:
Amor, ódio, saudade, tropeço, risada.

Então, essa poesia, música, soneto,
Ou seja lá o que for,
É na verdade um suspiro cançado,
De um coração já calejado,
Somente querendo chorar e gritar,
Para tão somente anunciar a causa de tantas palavras:
Sentimento.