segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Filme.

Sara é como um filme que se vê aos poucos, é como um quadro que se revela pincelada a pincelada, uma canela que nunca sai da árvore. E as vezes eu imagino que é justamente essa falta de totalidade que instiga a paixão do rapaz, é quase uma curiosidade...

Sara é uma arte no mais puro significado do abstrato, vive noutro plano, num mundo submerso num liquido azul, as correntezas movimentam os cabelos soltos da moça intrigante...e nesse mundo a moda não existe, o que há é vida, árvore, livros, música, cor...sabor.

O moço se afunda no olhar de Sara, porque ele nada mostra além de duas pupilas escuras, cílios grandes e grossos, um olhar curioso e tranqüilo. Sara sente que o rapaz quer somente entender o que ela é, que tipo de coisa é essa que anda de vestido cantando os anos 80, entender porque ela prefere o cachorro ao colar, porque ela coleciona livros tão monótonos...Logo Sara resolveu por não lhe revelar todo o conteúdo, e criar novos quadros antes que ele veja todos os já feitos, Sara que ter certeza que a curiosidade dele vai viver pra sempre, que seu olhar irá sempre acompanhá-la.

Sara ama tanto os olhos tristes que a olham curiosos, intrigados...sedentos, molhados..."que nunca ele se vá"...pensa ela...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O quarto.

Sara acordou preocupada, estava amanhecendo mas ainda estava ligeiramente escuro, a claridade lá fora que transpassava a janela declarava o que seria um dia quente, o orvalho da noite ainda umedecia os vidros, os feixes de luz formavam um desenho na parede verde do quarto, passava pela vela que ainda queimava, o incenso de canela ainda aceso lambia o teto com sua fina fumaça que brincava nos ares do quarto, o cheiro havia adormecido nos cabelos de Sara, no travesseiro, tudo cheirava a canela, e o quarto dormia num silencio aconchegante, logo logo os carros começariam a fazer barulho lá na rua.
Sara não ousou se mover, com a pouca luz que havia, observava Elle dormindo, os olhos tristes adormecidos no profundo mundo impenetrável dos sonhos, Sara se perdia na respiração calma que tanta paz transparecia. A claridade no quarto aumentava, a vela diminuia, o incenso exalava os cheiros de Sara. Elle dorme, Sara olha...o tempo passa.
Finalmente o despertador grita no criado mudo, já são 6:00 e o mundo chama ás obrigações. Sara se levanta e abre a janela, o sol entra e esquenta o quadro da mão que segura uma flor, ela respira o ar ainda perfumado da dama-da-noite, a fumaça do incenso escapa pela janela e por debaixo da porta. Elle acorda e lança um olhar de bom dia.
Sara tem aquele quarto não somente como o cômodo onde se põe a cama, e sim o local que abriga os desejos, as conversas mais intimas, mais sórdidas, os choros mais compulsivos, os gemidos mais sinceros...e o dia esquenta lá fora e Sara é obrigada a deixa-lo, se despede com um beijo, olha já com saudade as paredes do quarto, apaga a vela.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O meu mundo inteiro.

Esses dias eu estava fazendo uma redação na escola, e escrevi uma frase que me fez pensar bastante "O mundo é grande" . O texto era sobre gravidez na adolescência, etc e tal.

Eu fiquei pensando, o mundo é grande, é...sem duvida, mas grande quanto? Eu sei que existe uma Torre Eiffel na França porque eu vi nos livros e na tv, mas eu nunca fui lá pra confirmar. O meu mundo, não é tão grande assim, é do tamanho de umas 9 ou 10 cidades, o meu bairro é do tamanho de umas 3 ruas, a biblioteca pra mim significa uns 30 ou 40 livros...enfim, meu mundo não é esse infinito todo...

Eu quero ir mais além...quero que meu bairro signifique o bairro inteiro, que meu mundo seja todos os países...que eu leia todos os livros...as vezes me dá uma sede de conhecimento, de não ter dúvida, de olhar pro céu e pedir que Deus me responda tudo...queria tanto não ter medo do desconhecido...


O mundo é grande, pra quem é grande...




Na foto são as minhas orquídeas, lindas e floridas =)

um beijo pra vc amor

comentemmm....