terça-feira, 30 de março de 2010

Sogras, sogras, sogras!!!!

A foto não tem nenhuma ligação com o que vou escrever, enfim...

É engraçado parar pra analisar o que ouvimos por aí a respeito de sogra, uns dizem "nada contra", outros "não suporto", e numa infinidade de respostas concluímos que a maioria da população preferiria viver longe de suas respectivas sogras. Eu vivo uma realidade diferente, graças a Deus ...

Quando conheci o Augusto, eu juro que a última coisa em que pensei foi "acho que vou casar com ele", muito pelo contrário, ele era só o meu amigo, que eu admirava por ser um cara legal e prestativo, que tinha uma família muito boa, e pais dignos de um livro. Quando surgiu a idéia de namoro, logo eu pensei "os pais deles nunca vão gostar de mim", àquela idéia de "seres inatingíveis" era o que eu pensava á respeito do Pr.Natanael e da Jesuina.

A primeira vez que falei com a Jesuina como sua nora, o sentimento foi indescritível pois foi uma mistura de timidez, expectativa, um receio constante do que ela estaria pensando de mim, eu sabia que ela me analisava em tudo pra saber se eu era o que ela esperava pro filho dela, nada mais normal de sua parte! =p . Essa insegurança toda se devia à todas as histórias que já ouvi a seu respeito:
Quando era pequena, eu cresci ouvindo historias do meu irmão sobre a amizade extra-estrelar que ele desfrutou junto com o Henrique (o irmão do Augusto, coincidências da vida...) , histórias do Pr. de quando ele dirigia a igreja Batista Maria do Carmo, histórias que minha mãe contava das vezes que ouviu a Jesuina pregar. E assim passei a minha vida, já com a idéia estabelecida em minha cabeça que àquela família era um exemplo, uma família de ouro, ou alguma coisa do gênero...

Milena (minha irmã), ao ir trabalhar na IBCS, se tornou a minha ponte de acesso à essa família, porém, sem se dar conta disso. Eu passava minhas tardes com Milena em seu trabalho, não havia muito o que fazer (por isso acabei desenhando os pastores que passaram pela central, copiando suas fotos na parede), na sala ao lado da de Milena, ficava o escritório do pastor, um ambiente aconchegante, um cheiro de livro no ar, papéis sobre a mesa, uma cadeira confortável, e lá havia estantes recheadas com todos os livros de filosofia que eu pegava na biblioteca da escola, foi a primeira coisa que me fez começar a admirá-lo, algum tempo depois descobri que ele era formado em filosofia, teologia, entre outras coisas que na minha cabeça formavam o currículo perfeito. Aos poucos fui ficando à par dos currículos da família toda, e a minha idéia de família perfeita, somente se concretizou.

Sinceramente, vou confessar uma coisa pra vocês que estão lendo, eu estou a cerca de 30 minutos aqui e só escrevi essas poucas linhas, sabem porque? Porque eu não consigo achar uma linha de raciocínio que me leve a descrição perfeita do que eu quero contar. Então, vamos pular toda a introdução, pular as histórias que me trouxeram até as minhas conclusões atuais. Pois bem.
Hoje, a Jesuina é o maior exemplo de mulher que eu tenho, não sei de onde ela tira tanta paciência, persistência, dedicação, força de vontade! Simplesmente nunca a vi de mau humor! Eu sei que devemos procurar ser nós mesmos, construir nossas vidas de maneira unica, mas sinceramente, eu quero muito copiar os passos dela e um dia me tornar uma mulher tão digna de admiração quanto ela é.

Em relação ao Pr., eu não tenho muito o que escrever, eu não consigo descreve-lo, sua personalidade ainda não está definida na minha cabeça, eu ainda não sei quando ele está falando sério ou contando uma piada, ainda não tenho certeza do que ele pensa à meu respeito...o que posso dizer é que ele tem um acervo de livros invejável, ele tem um senso de humor interessantíssimo, ele demonstra ser um ótimo marido, um ótimo pai, um ótimo Pastor.

Henrique, cunhado massa...rsrsrsrs, um namorado dedicado, dono de livros que eu não compraria, piadista por 24h, sonhador de grandes planos, observador da sociedade tanto quanto eu, um ótimo professor. =D

E Augusto...dizer o que...é meu menino. Ele não ouve Pink Floyd e não lê muitos livros por ano, definitivamente não é a minha versão masculina, mas com certeza é o meu amigo, eu riu com ele, eu corro com ele, a gente chora junto, quando eu insisto muito a gente até lê junto! rs, a gente come bolinho de chuva, deitamos na rede, passeamos com meu cachorro, cozinhamos panquecas, raramente assistimos TV porque ele dorme...mas enfim...eu amo*

Desculpem o texto tão grande, certas coisas não admitem resumo!
Eu me sinto feliz de ter contato com essa família, admiro muito, gosto muito...enfim..

Um beijo povo*

Dois beijos xuxu**

2 comentários:

  1. Selmy, admiração não precisa ser explicada.A gente admira...e pronto! E tem mais: os motivos que nos levam a admirar alguem, ou alguma coisa, ou uma familia, são tão peculiares que para os outros ,as vezes nem formam um sentido lógico.Achei interessante seu olhar de admiração.Também acho que a admiração é um pilar, que junto com outros formam um alicerce do bom-viver.Bj da vó.

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  2. Gostei do texto, é bom que as pessoas mostrem quantas coisas boas as sogras, sogros, cunhados, etc.possuem, ao contrário de apenas criticá-los e formar um conceito antes de realmente conhecê-los. Só queria fazer uma pequena observação: é Igreja Batista no Jd. Maria do Carmo. Igeja Batista Maria do Carmo é estranhooo
    uhsuauhshusa

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