sábado, 27 de março de 2010

A perda imaginária...


Na foto, uma flor seca, a primeira da minha coleção que em breve trocará de dono, darei de presente pra uma pessoa a minha coleção de flores secas, eu já tenho muitas!!na próxima postagem ponho aqui a foto do meu buquê (no meu orkut ja tem essa foto).

Enfim...Sara é pirada....ela nunca consegue se situar no mundo real, vive em seu mundo imaginário onde tudo acontece conforme sua vontade, ela realmente acredita que todos falam a verdade, que todos são amigos, e em meio a essas confusões interiores de Sara, ela conversa com um moço que no manejo impróprio de palavras a convence a ser seu amigo, Sara aceita, ela sempre aceita....

Ao decorrer de conversas sem sentido, o moço se torna interessado nos lábios de Sara, se torna pegajoso, e finalmente Sara entende que o moço não queria ser seu amigo, e sim seu amante, amante? Sara não quer essas coisas...moças iguais a Sara não traem seus amores....de jeito nenhum....

Se desvencilhando das propostas indecentes Sara finalmente corta relações com o rapaz, deixando-o no silêncio de sua ausência, porém, ficou receosa de contar a historia para o seu querido amigo, amor que a acompanha em vida por estradas tortuosas, aquele mesmo menino que cheira a camomila, lembram??

Nesta noite Sara não dormiu, chorou amargamente lágrimas ácidas pela idéia de que perderia seu amor, e se virava de um lado para o outro da cama, molhando ambos os lados do travesseiro, e sua cabeça rodava pensando no passado digno de conto de fadas, no presente tempestuoso e no futuro nebuloso....sua garganta fervia por imaginar que jamais chamaria por ele, seus olhos se fechavam na esperança de quando abrissem teriam a visão dele chegando, seus ouvidos se fechavam pelo medo de ouvir qualquer som que não fosse a voz de quem a atordoava....

E a noite se passou assim, escura e silênciosa, regada pela dor da perda que Sara nem tinha certeza que recebera....enfim o dia chega....o sol desponta no horizonte numa calma venerável, tão longe de nós que talvez seja por isso que ele anda calmamente, pois sabe que nossos baldes de água fria nunca o irão atingir, que nossas vozes não chegam até ele, que nossos choros não são nem percebidos....

Sara inchada e vermelha revelando horas de choro, levanta preguiçosamente da cama, arrasta os pés até o telefone, liga pra ele:
-Alô? Sou eu...
-Oi amor fale....
Sara conta detalhadamente os ocorridos recentes, entre soluços e fungadas. Numa voz calma e acolhedora ele responde:
-Não se preocupe, eu entendi....
Sara desliga o telefone....senta na cadeira da sala, apoiando os cotovelos sobre os joelhos ela se coloca a pensar, lembrar...e conclui falando baixinho:
-Não acredito que chorei a noite toda uma perda imaginária....

...

Um comentário:

  1. "o sol desponta no horizonte numa calma venerável, tão longe de nós que talvez seja por isso que ele anda calmamente, pois sabe que nossos baldes de água fria nunca o irão atingir"

    Wow!!! I do like it ^^

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