terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Futuro




É interessante observarmos o desenrolar da vida, parece tão normal, as crianças crescendo, as árvores tomando conta de tudo no jardim, os filhos indo embora. Mas o que me chama atenção é nebulosidade do futuro. Quando era pequena, com uns 10 anos, eu me imaginava com 18, mas não conseguia formar uma imagem, a minha futura situação financeira, física e espiritual eram coisas inimagináveis, incalculáveis, eu só esboçava minha vontade de futuro, queria ter um carro, queria ter um cabelo da minha irmã mais velha, queria deixar de querer brincar no quintal. E hoje, eu sou tão diferente daquilo que eu esperava.

 Indo por essa linha, eu tento calcular minha vida daqui à uns 20 anos...com 38 anos, beirando os 40, talvez eu tenha conquistado minha casa de taipa com as portas largar e as janelas baixinhas, talvez eu tenha o meu cachorro deitado em frente a lareira da sala, talvez eu faça a viagem dos meus sonhos, ir sozinha conhecer a Itália, aprender francês passando 5 ou 6 meses na França; talvez eu tenha o meu sítio e crie ovelhas, talvez eu tenha meu cavalo, talvez eu tenha uma quadra de tênis, um carro novo e um carro antigo, talvez eu saiba produzir incensos caseiros....talvez talvez talvez....
 E o estranho, é que pela incerteza do futuro, tudo isso exista somente na minha cabeça, e a verdade da vida seja outra, onde eu serei somente mais uma pessoa beirando os quarenta, afundada num casamento sem emoção, passando os anos a saindo de casa só pra trabalhar e visitar minha irmã e seus filhinhos, e talvez eu nem tenha um cachorro, talvez eu viva sozinha, rodeada de  gente, e sozinha.

 Mas eu sei porque não podemos ver o futuro, pelo menos eu sei o porque de EU não poder ver o futuro. Se eu visse, eu sentaria no meu quintal, e ficaria esperando ele acontecer.

 Eu queria ir embora.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desvaneios de uma mente ligeiramente sã.

Hoje eu acordei com cólica, ninguem consegue imaginar a intensidade do meu ódio por cólicas menstruais, não conseguem.

Amanhã é natal, e a família vai se reunir pra esquecer os problemas, dar sorrisos suspeitos, dar abraços de saudade forçada, comer muito aquelas comidas salgadas com pedaços de fruta pelo meio como arroz com pedaços de banana, quem gosta de arroz com banana? Ou farofa com pedacinhos de manga.

Ontem fiz um cartão de aniversário pra uma pessoa que gosto muito, dentro eu escrevi " este é um vale chá, válido para toda a vida" , quem não conhece a fundo o meu relacionamento amoroso, não entende o quanto significa uma xícara de chá. Eu amo chá...

Lá pro começo do mês, eu assiti uma aprensentação de 5 monólogos na casa da cultura de Piedade (eu gostaria de viver constantemente em Piedade, é calmo demais e ainda vai demorar pra essa cidade ter o cheiro, o gosto e os hábitos de cidade grande, que eu odeio ) . Um dos monólogos me chamou muita atenção, a moça dizia "queria poder comer os cheiros que gosto, como cheiro de terra molhada, cheiro de flor de laranjeira, cheiro da pessoa que amo"....de fato....eu queria comer os cheiros que gosto.

Eu queria mesmo era fugir, achar algum lugar que ninguem nunca tenha me visto, e onde ninguem que já me viu vai me encontrar, queria um livro em branco pra eu rabiscar, queria uma saia rodada estilo hippie, queria um carro antigo e que minha cachorra pudesse falar.
Eu queria uma miniatura do mundo, que se movesse, ou um universo "de bolso", que ficasse pendurado no teto do meu quarto, girando, girando....girando....

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Faculdade

Essa postagem não terá foto, não será extensa, enfim, é mais um recado.


Nos últimos dias eu estou sem tempo e sem ânimo pra ficar zanzando pela internet, e, como a maioria das pessoas à minha volta sabem, domingo dia 19, e segunda dia 20 eu tenho as provas da segunda fase do meu vestibular.

Estou estudando feito uma doida, e já consegui ver meu progresso, tentando resolver as provas anteriores do vestibular da UNESP eu soube responder boa parte, enfim, minha prova será sobre ciencias humanas, então estou estudando muito livros de história, de georafia e lendo meus livros de filosofia.

Eu peço a todos que orem por mim, pois eu sei que é um passo muito grande pra minha vida futura, é a primeira de muitas portas que eu quero abrir.

Um beijo povo
Dois beijos xuxu =)

bj

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mulheres árvores.

Rubem Alves costuma plantar uma árvore cada vez que alguém importante para ele morre, essa árvore plantada deve se parecer com quem morreu, lembrar sua personalidade. Alves plantou uma camélia quando sua mãe faleceu.

Camélias são as flores que mais me chamam atenção, nunca soube porquê. Porém, nos ultimos tempos, tenho lido tanto a respeito das mulheres, do feminismo, do cristianismo, etc e tal, que eu entendi porque meu coração se comove quando vejo uma camélia.

Camélias são árvores que imitam pessoas. Não todas as pessoas, somente as que são tristes, as que são presas, representam as pessoas que são enraizadas num sistema triste, pessoas que queriam voar e não podem. Assim como os pensamentos mais belos que essas pessoas presas têm, as camélias dão flores que contradizem seus galhos e folhas grosseiras, são flores que representam a liberdade que suas raizem impedem de abraçar, flores que representam a beleza que existe no pensamento.

Algum dia, todas as flores vão voar, não somente as minhas, mas as de toda humanidade, e nos tornaremos livres dos trilhos, das regras, ras raizes.

Eu queria ser um pássaro, e não uma árvore, mas a terra ainda cobre meus pés, enterra minhas ásas, prende minhas flores.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Igreja

Hoje estamos aturdidos com tantas novas igrejas, nascem umas dez por dia e por algum milagre todas lotam em questão de duas ou três semanas, é uma beleza, quem vê pensa que o Brasil, ou o mundo, já estão tão evangelizados e cientes de Deus que em breve a vida será uma eterna bonança. Mero engano.

O que há hoje não são igrejas, são templos, belas construções recheadas de gente que se acomoda no banco sem saber porquê. Lotadas de pessoas que têm a plena certeza que se obedecerem as ordens do pastor ou pastora serão extremamente recompensados. Vão à igreja na triste ilusão de que lá está a salvação.

Para se entender a salvação, primeiramente deve-se entender o erro. Do mesmo jeito que existem várias estradas que levam à mesma cidade, existem várias maneiras de nos chegarmos a Deus e ouvirmos a sua voz, de uma maneira completamente única e pessoal. Não existe um conjunto de regras que te levem a Deus, ou melhor, existe, e não deveria existir. Deus é muito maior que um monte de regras, ele é o inventor da liberdade, por que eles nos aprisionaria dentro de uma "receita" para que alcançácemos a salvação? Deus é o idealizador da racionalidade humana, não neguemos à esse traço divino que nos foi dado, nos libertemos dos ideais comuns, dos projetos comuns, dos caminhos comuns...nós somos únicos, não tem lógica seguirmos todos a mesma trilha.


Os trilhos servem para quem não sabe usar uma bússola. (precisamos apenas saber para que lado fica o Norte.)


Um beijo, comentem
Dois beijos xuxu, comente =)

domingo, 7 de novembro de 2010

Voltar ao início.

Redação que fiz na prova do ENEM
Tema: O Trabalho na Construção da Dignidade Humana.

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Ainda pequenos, aprendemos que precisamos nos esforçar para sermos "alguém", eu em minha infantilidade pensava "eu já sou alguém". Mais tarde eu entendi que o "ser alguém", era tão somente fazer parte do sistema em que vivemos. Entendi que crescer, estudar e trabalhar nos serve de base para melhor contribuirmos com a sociedade.

Na teoria, todo esse sistema sociológico parece muito lógico, muito bom, poŕem, quando abrimos os olhos da maturidade, enchergamos um mundo onde o egoismo reina nos corações de quase todos, e concluimos que a socidade, criada otrora com tantas boas intenções, se tornou vilã de seus próprios integrantes.

Vivemos hoje, sobre a realidade mórbida de um sistema caótico, onde os patrões exploram os empregados, e estes por sua vez rejeitam seus cargos ao ponto de não trabalharem com todo empenho necessário. Caminhamos pelas ruas olhando para os outros pedrestres como possíveis assaltantes, vivemos com medo, com os portões fechados, bons cadeados e grades nas janelas.

Os jornais diáriamente nos informam dos problemas mundiais, e até chegamos a nos compadecer das dores do mundo, mas não o suficiente para reagirmos à tais problemas, desligamos a televisão e voltamos para nossas "bolhas". A grande questão não é apontar os defeitos, e sim achar as soluções, e para isso, precisamos voltar ao ponto onde ainda tudo caminhava pelos trilhos certos, voltar ao ponto onde a família era mais importante do que o trabalho, onde os pais ainda contavam histórias para seus filhos, onde as famílias tinham um cachorro, uma árvore, enfim, uma vida!Quentionamos a escravidão, mas ainda vivemos nela. Somos escravos de nós mesmos, dos nossos horarios, dos compromissos, dos interesses! Somos escravos de um sistema desumano, de um sistema sem amor.

Amor, esse sim é o pilar que deveria sustentar a sociedade. Devemos voltar a amar de verdade, neste ponto pensamos "como vamos amar seis bilhões de pessoas?', e eu concluo: precisamos dar um passo de cada vez, de início, amando a pessoa ao lado.

Voltemos ao início, à vontade de Deus.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O valor do presente.



Eu acabei de ler um livro hoje "As Ruínas", uma história de Stephen King. O livro se trata de amigos que vão passar as férias no México, vão se aventurar em ruínas de uma contrução Maia, acontecem inúmeros problemas e o livro nassa os conflitos e necessidades de 5 jovens presos num lugar sem condições favoráveis à vida, como falta de água, de comida, e claro...existe outros segredos tb, mas eu não vou estragar a surpresa do livro =) (pra quem não gosta de ler, esse livro virou filme).

Lendo esse livro, eu fiquei pensando em como agiríamos em situações extremas...se daríamos o mesmo valor às pessoas à nossa volta, o quanto mudaria nossa escala de valores, enfim....quem seríamos?

Indo por essa linha de raciocínio eu me deparei com um problema muito comum em nossas vidas, se não na sua, na minha tem!!Não dar valor ao presente, ao momento, ao agora, às pessoas do agora.
Certa vez, a uns anos atrás, eu estava acostumada a ter 4 irmãos vivendo comigo, chateando, brigando, brincando. Do nada, todos eles resolveram crescer e ir embora, e foram...pra suas faculdades, pros seus cursinhos, pra suas vidas...e eu fiquei sozinha, com 12 anos e filha única. No primeiro momento eu tive a certeza que meus problemas estavam resolvidos, mas no máximo uns 3 dias depois eu já havia mudado de ideia e percebido que o conforto de só a minha cama no quarto não valia mais que os meus irmãos por perto.

Anos depois, Mel voltou, eu vou confessar, nunca grudei tanto numa pessoa! Gravando na memória cada sorriso, cada risada, cada sorvete, tudo...porque eu sabia que ela mais cedo ou mais tarde iria embora denovo. Depois Milena voltou, demorou, eu senti e agi da mesma forma, e ela enfim casou. Eu sinto falta dela, mas não peso, ou arrependimento por nao ter aproveitado, eu curti cada momento com ela, o Augusto até comentava, dizendo que nossa amizade era irreal demais.

Eu nem sei porque estou escrevendo tanto, e sobre isso...tão banal. Mas tanto faz...eu gosto de escrever sobre o que eu ando pensando, é como se o pensamento saísse da minha cabeça, deixando-a livre pra outros, e mais outros...sei lá

bj povo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poético, poeta, poesia.


















Eu não sei quantas sílabas poéticas são necessárias,
Ou quantas rimas preciso formar.
Posso eu escrever um romance, uma música...
Mas foi a poesia que me chamou atenção,
Porque ia intensa pelas entrelinhas,
Lhe contar o que há aqui por dentro.

E notei também, que posso "poetar",
Porque poesia vem de algum lugar dentro da alma,
Onde gramática nenhuma pode alcançar.
Poesia é o broto de sentimento na alma,
Mas broto este de semente velha,
Pois são sempre as mesmas árvores:
Amor, ódio, saudade, tropeço, risada.

Então, essa poesia, música, soneto,
Ou seja lá o que for,
É na verdade um suspiro cançado,
De um coração já calejado,
Somente querendo chorar e gritar,
Para tão somente anunciar a causa de tantas palavras:
Sentimento.

sábado, 30 de outubro de 2010

O poder da união.


No dia 28/10/10, os alunos da minha escola (Julio Prestes de Albuquerque- O Estadão), ficaram sabendo que o diretor Sr.Guaraci havia demitido a vice diretora Eliete. Os alunos em peso se revoltaram com a notícia, afinal, O diretor raramente aparece na escola, praticamente para dar avisos e novas regras, a pessoa que realmente cuida da escola, que dedicou anos de sua vida para o crescimento da mesma foi a Eliete, e faltando dois meses para sua aposentadoria, foi demitida.

A revolta assolou os estudantes, o sentimento e desejo de protesto foi geral, e em menos de 1h a escola estava repleta de folhas coladas nas paredes e até no teto com dizeres: "Volta Eliete" . No horário do intervalo entre as aulas, os alunos se agruparam no centro da escola e em coro gritavam um gingo "Não é mole não, sem a Eliete não tem aula no Estadão". Fomos ouvidos e as coordenadoras na escola foram tentar nos acalmar, não houve resultado, sentamos no chão como indica a foto. Por fim os portões da escola foram abertos, e fomos andando e gritando "volta Eliete" até a secretaria da educação no centro da cidade. No outro dia o Protesto foi anunciado pelo Jornal Cruzeiro do Sul.

Tudo isso nos faz pensar no poder que nos é dado quando nos unimos em uma só voz. Quando nos sentamos no chão querendo mostrar "não mudaremos de opinião". Vimos que não há diretor ou policiais que anulem a força de 700 pessoas gritando num só sentimento.

Isso nos ensinou que temos poder suficiente para mudar tudo o que achamos que está errado, basta nos unirmos e nos organizarmos. Podemos mudar a escola, o governo, a sociedade inteira, podemos acabar com o preconceito, com a pobreza, com o analfabetismo, com a injustiça. Nos unir com verdade e vontade, humildade e sentimento.

um bj povo.
um bj xuxu =)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

E Deus disse: Sinta!!


hehhee...talvez essa seja um dos meus escritos mais hereges, mas...eu não posso negar ou esconder algo que nos ultimos dias me inspira, me preenche, me revigora...
Deus...de cada um, pra cada um!
Nos últimos dias eu venho pensando muito sobre os nossos tão enraizados e amados costumes, sabe...ir pra igreja no domingo de manhã, fechar os olhos na hora da oração,se vestir melhor pro domingo de noite, acordar e ir estudar, trabalhar na segunda de manhã, esperar ancioso o final de semana. E por cima de tudo isso, algo nos faz acreditar que Deus consente com todo esse sistema, acreditamos que interpretamos a bíblia da forma mais exata e não existe nada mais sensato do que nossas conclusões.
Eu sentei na grama do jardim esses dias, e o vento bateu de leve no meu rosto, e junto com ele um cheiro de eucalipto que me lavou a alma, os pesos, as angustias...foi como se minha cabeça tivesse sido formatada naquele instante, e eu finalmente ví e entendi que alí estava Deus, estava no vento que passou por mim, estava na grama que eu me sentara com tanto conforto, no sol que aquecia e alaranjava a copa das árvores de eucalipto lá do fim da rua....Deus está na vida, na vida que corre atravéz das leis da física, da quimica, da filosofia...
Eu pela primeira vez, senti que tudo que eu vi até hoje talvez não seja a exata vontade de Deus, e creio eu que esta seja bem conhecida e resumida "amar a Deus, amar ao próximo" ....e tudo o que vem depois disso...é só um grande sistema, cheio de interpretações humanas, de interesses, enfim...
Deus está vivo dentro de voce e realmente te salva, quando você ama...ama de verdade, e ama a vida sem querer algo em troca, quando vc entende que todas as pessoas são importantes, são interessantes, são belas e foram feitas pelo próprio Deus...Todo o resto...é resto.
Deus quer que vivamos, que amemos...que amemos com verdade, que saibamos com convicção que Deus nos ama, que precisamos dele, e que devemos voltar à ele....Esqueçamos o machismo e o feminismo, o errado e o certo, o bonito e o feio, porque tudo isso foi criação de nós mesmos, voltemos ao início, ao ponto de partida da criação, ao sopro de Deus...
Um beijo povo
Um monte de bejooo xuxu..
comentem...

sábado, 16 de outubro de 2010

O murmurar das árvores.


Hoje assisti um filme muito interessante e até de certo ponto filosófico, o nome é "comer, rezar e amar" , uma moça que se sente sem vida após longos e cansados anos de casamento, se separa e resolve passar 1 ano viajando, vai primeiramente à Roma, faz amigos interessantes, engraçados e que comem muito, depois vai á a índia tentar se conectar à Deus juntamente com ínumeras pessoas altamente espiritualizadas, depois vai para Balí, onde finalmente encontra uma razão para viver, um equilibrio de vida, um amor, uma história...etc e tal. Fim

O filme é só uma história, mas o que me tocou mesmo, foi a essência da coisa. A idéia de quem escreveu, o sentimento do autor....o sentimento e sensação de mormaço.
A vida é repleta de momentos tediosos. A única frase que me vem à cabeça é: "é osso..." As vezes a vida se mostra muito chata, são os mesmos rostos, as mesmas frases, filmes, almoços, cultos...a emoção de primeiro encontro some ao longo dos dias, o anos passam e levam consigo os olhares insinuantes, os abraços cheios de saudade...enfim, as emoções...me lembro de Schopenhauer.

É engraçado concluir, que a vida é essa mesma. Sonhamos com um mundo interminável de descobertas e suas emoções, e por fim vemos que a beleza e felicidade da vida está mesmo na rotina, na chuva que cai sempre igual e molha sempre as mesmas folhas das mesmas árvores dos mesmos jardins, vemos que a beleza e emoção do amor está no sorriso sincero cheio de amizade, e nao no sorriso curioso cheio de malícia.

Só enchergamos a beleza da vida quando fechamos os olhos. Pois o abstrato abriga os sentimentos, as lembranças, os amores, os planos de Deus...


Osso....


bju povo
bju xuxu

comentem...

sábado, 2 de outubro de 2010

Mil vezes perdão...

É interessante pensar no perdão, no perdão da pessoa que você ama, no perdão que a vida não deu, no perdão que o tempo nunca deu...
Eu não sei explicar o sentimento do perdoado, quem se arrependeu de verdade de algum erro na vida, sabe do que estou falando, é um sentimento muito doido, uma eterna divida, é como se nós mesmos nunca nos perdoássemos, o erro bate à porta todos os dias, falando "estou aqui, não importa o que aconteça, estou aqui"...Quando não estamos arrependidos, esquecemos nossos erros, deixamos que o passado os enterre, mas quando existe a culpa, ela renasce a cada hora, ela é a prova de que o passado existe. Certa vez eu ouvi dizer que quando lembramos de alguma coisa no passado, lembramos das sensações e sentimentos, mas não sentimos na pele, por exemplo: um machucado no joelho quando você tinha 10 anos, você lembra mas não sente a dor. Mas é engraçado, quando lembramos de algo que doeu na alma, na consciência, sentimos a dor, choramos, a alma lateja novamente, arde, arrepia, queima...

Enfim, que nobre é o ato de perdoar, eterna divida no coração do perdoado, tudo esquecido no coração de quem perdoa, vai entender...

Sei la...



Um beijo amor =)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Filme.

Sara é como um filme que se vê aos poucos, é como um quadro que se revela pincelada a pincelada, uma canela que nunca sai da árvore. E as vezes eu imagino que é justamente essa falta de totalidade que instiga a paixão do rapaz, é quase uma curiosidade...

Sara é uma arte no mais puro significado do abstrato, vive noutro plano, num mundo submerso num liquido azul, as correntezas movimentam os cabelos soltos da moça intrigante...e nesse mundo a moda não existe, o que há é vida, árvore, livros, música, cor...sabor.

O moço se afunda no olhar de Sara, porque ele nada mostra além de duas pupilas escuras, cílios grandes e grossos, um olhar curioso e tranqüilo. Sara sente que o rapaz quer somente entender o que ela é, que tipo de coisa é essa que anda de vestido cantando os anos 80, entender porque ela prefere o cachorro ao colar, porque ela coleciona livros tão monótonos...Logo Sara resolveu por não lhe revelar todo o conteúdo, e criar novos quadros antes que ele veja todos os já feitos, Sara que ter certeza que a curiosidade dele vai viver pra sempre, que seu olhar irá sempre acompanhá-la.

Sara ama tanto os olhos tristes que a olham curiosos, intrigados...sedentos, molhados..."que nunca ele se vá"...pensa ela...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O quarto.

Sara acordou preocupada, estava amanhecendo mas ainda estava ligeiramente escuro, a claridade lá fora que transpassava a janela declarava o que seria um dia quente, o orvalho da noite ainda umedecia os vidros, os feixes de luz formavam um desenho na parede verde do quarto, passava pela vela que ainda queimava, o incenso de canela ainda aceso lambia o teto com sua fina fumaça que brincava nos ares do quarto, o cheiro havia adormecido nos cabelos de Sara, no travesseiro, tudo cheirava a canela, e o quarto dormia num silencio aconchegante, logo logo os carros começariam a fazer barulho lá na rua.
Sara não ousou se mover, com a pouca luz que havia, observava Elle dormindo, os olhos tristes adormecidos no profundo mundo impenetrável dos sonhos, Sara se perdia na respiração calma que tanta paz transparecia. A claridade no quarto aumentava, a vela diminuia, o incenso exalava os cheiros de Sara. Elle dorme, Sara olha...o tempo passa.
Finalmente o despertador grita no criado mudo, já são 6:00 e o mundo chama ás obrigações. Sara se levanta e abre a janela, o sol entra e esquenta o quadro da mão que segura uma flor, ela respira o ar ainda perfumado da dama-da-noite, a fumaça do incenso escapa pela janela e por debaixo da porta. Elle acorda e lança um olhar de bom dia.
Sara tem aquele quarto não somente como o cômodo onde se põe a cama, e sim o local que abriga os desejos, as conversas mais intimas, mais sórdidas, os choros mais compulsivos, os gemidos mais sinceros...e o dia esquenta lá fora e Sara é obrigada a deixa-lo, se despede com um beijo, olha já com saudade as paredes do quarto, apaga a vela.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O meu mundo inteiro.

Esses dias eu estava fazendo uma redação na escola, e escrevi uma frase que me fez pensar bastante "O mundo é grande" . O texto era sobre gravidez na adolescência, etc e tal.

Eu fiquei pensando, o mundo é grande, é...sem duvida, mas grande quanto? Eu sei que existe uma Torre Eiffel na França porque eu vi nos livros e na tv, mas eu nunca fui lá pra confirmar. O meu mundo, não é tão grande assim, é do tamanho de umas 9 ou 10 cidades, o meu bairro é do tamanho de umas 3 ruas, a biblioteca pra mim significa uns 30 ou 40 livros...enfim, meu mundo não é esse infinito todo...

Eu quero ir mais além...quero que meu bairro signifique o bairro inteiro, que meu mundo seja todos os países...que eu leia todos os livros...as vezes me dá uma sede de conhecimento, de não ter dúvida, de olhar pro céu e pedir que Deus me responda tudo...queria tanto não ter medo do desconhecido...


O mundo é grande, pra quem é grande...




Na foto são as minhas orquídeas, lindas e floridas =)

um beijo pra vc amor

comentemmm....

sábado, 14 de agosto de 2010

A vida a gente vive...ou não...


É engraçado, eu sempre ouço muito a frase "você Selmy, pensa muito e vive pouco" , qual será o conceito de viver que essas pessoas têm não? Se eu vivo pensando, é porque de certa forma eu vivo né! Mas não, existe um padrão de vida, que alguém ou alguma coisa estabeleceu, e nesse padrão, eu não me encaixo, e também não me esforço...

Nos últimos dias muita coisa mudou, coisas que eu não imaginava que poderiam acontecer, mas enfim, me fizeram lembrar de como o futuro é obscuro, de como somos incapazes de prever. Logo, o presente se torna o mais importante, afinal o futuro é tão incerto, que se deixarmos tudo pra depois, talvez o depois não chegue nunca. Hoje eu plantei flores num canteiro que fiz na frente da minha casa, embaixo da janela dos meus pais, são flores de cores sortidas, eu gosto de tudo que plantei, mas até agora só há terra no canteiro, e eu não posso garantir que de lá sairá flores reais, até agora eu só as vi na embalagem das sementes...

Eu li um livro, pela terceira vez, se chama "Princesa" de Jean Parker, é a história de uma princesa da Arábia Saudita, eu odeio aquele lugar mas as histórias são tão chocantes que se tornam atraentes. O livro é tão intrigante que li inteiro em 5h e 45 minutos, terminei 15 para as 4 da manhã. Ao fechar a contra capa, eu fiquei deitada na cama, olhando pro teto, fiquei pensando no meu tamanho em relação ao mundo, pareceu ser insignificante, o oriente médio pareceu inatingível, a melhora do mundo pareceu utópica, a igualdade, a felicidade, pareceram todos sonhos distantes, infantis...ilusões. Me bateu uma vontade forte de desistir, de parar de respirar e ver o que há além dessa grande confusão, ver o que explica essa vontade doida de viver pra sempre, o que faz a vida fazer sentido, ver porque Deus quer que nos convertamos e vivamos com ele lá, lá onde ele vive, seja lá onde for...

Fiquei pensando nos objetivos da vida, cada um tem um, tem gente que nasceu pra maternidade, são aquelas pessoas que vivem pra os filhos, querem sempre cozinhar melhor, fazer bolinhos e biscoitos no final da tarde, querem que o mundo melhore somente pra que os filhos vivam melhor. Tem gente que nasceu pra ganhar dinheiro, passam por cima de tudo, de todos, e enriquecem, tem gente que nasce pra ser funcionário de alguém, tem gente que nasceu pra vegetar(é a impressão que eu tenho as vezes). Mas existe um outro grupo de pessoas, que nasceram pra mudar o mundo, mas isso é tão difícil que começa lá de baixo, mudando a própria casa, são pessoas que crescem pensando num problema quase sem solução existente no mundo, que fazem tudo em pró da resolução desse problema, cada pessoa desse grupo tem um tema maior na cabeça, já conheci mulheres que só escrevem, só falam, só pensam em bebês e que suas mães devem dar à eles leite materno até num sei qual idade, é um objetivo, e elas vivem por isso...
Creio que eu faça parte desse grupo, não dos que mudam o mundo, mas dos que tentam. Meu objetivo não é fazer bebês beberem leite, mas sim tentar mudar a desigualdade entre os sexos, eu sei que a lei (pelo menos a da maioria dos países) prevê a igualdade, mas ela não está entrelaçada nos corações das pessoas, na vida, no dia-a-dia, esses dias eu ouvi a frase "na realidade as mulheres procuram homens superiores à elas pra casar"...gente...eu ainda tenho muito trabalho...

Procurem seus objetivos, corram atrás, porque quando morrermos veremos qual vai ser a recompensa....

um bju povo

dois bjus xuxu =)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A liberdade de fato....onde?

A liberdade está aonde? Se somos livres, porque nos sentimos presos?

Desde sempre todas as pessoas ficam num constante processo psicológico de espera da liberdade absoluta, um momento da vida onde possamos fazer qualquer coisa, falar o que quiser, comer o que quiser, ter tudo...mas nunca chegamos a esse ponto, ele não existe.

A liberdade, aquela dos filmes, dos livros, dos amores, dos sonhos, ela vive lá no mundo original de Platão, lá na Disney, a vida aqui...a liberdade só existe na idéia, na sombra do que é liberdade. Somos todos presos por nossas próprias escolhas, nós queremos trabalhar, queremos casar, queremos escrever, tudo isso nos prende à um sistema, sistema este que nos limita a 4 paredes, no máximo 4 paredes e um corredor.

O grande problema está nessa liberdade imaginária, na idéia do horizonte alcançável. O horizonte não se alcança, só se admira e o deseja. Até que ponto a liberdade imaginária pode nos levar não? A gente nem sabe se nascemos realmente livres como dizia Rousseau, bom...se ele não resolveu, quem sou eu pra resolver, me limito a questionar a liberdade, o amor, o pra sempre, o agora...a vida enfim =)

um beijo povo

dois beijos xuxu, eu amo voce!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Os loucos.


Numa reportagem que eu vi sobre loucos internados em hospícios e em casas de recuperação, a jornalista fez uma pergunta à diretora do hospício: "o que é loucura pra você? Quem é realmente louco?" a diretora respondeu:
-São muitas as teorias, mas a melhor delas eu ouvi daqui de um paciente, ele disse: "aqui não há nenhum louco, somente pessoas que não suportaram a loucura do mundo".
A jornalista ficou satisfeita com a resposta, afinal se ninguém explica na exatidão o que é ser normal, quem vai dizer o que é ser anormal? Pois os "normais" são os que andam conforme a moda, falam de maneira comum, comem coisas normais à sua região, enfim...Mas todas essas coisas estão já tão longe do Eu verdadeiro, que todos nós entramos no grupo dos anormais.

A maioria dos filósofos acabaram loucos e sozinhos, porque os que pensam muito, acham defeitos graves no sistema, nas pessoas, nas cidades, nas polícias, se afastam de todas essas coisas para não entrarem em confronto consigo mesmo, para não fazerem parte do que julgam como errado, logo, estão sozinhos, longe de tudo e de todos...pensando..., eram loucos ou eram os verdadeiros normais, racionais?...vai saber...

Ainda estou pensando sobre o passado, presente e futuro...não consigo concluir, mas é assunto pra outra hora, odeio escrever sobre o que eu não tenho um pouquiiinho que seja de certeza, é triste demais mudar de idéia e ter que apagar textos por ai...

bju povo
dois bejos xuxu!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Só o presente existe.

Eu acabei de apagar um texto enorme sobre o passado, ainda vou deixar o título pra que meu texto não suma por completo. Eu escrevi sobre "não devemos pensar muito no passado pois ele não existe de fato"...Mas eu pensei melhor, são só algumas lembranças que queremos apagar, não todas.

Lembro que eu era criança e pulava nas poças d'água quando chovia, eu subia numa jabuticabeira carregada de fruta pra comer da mais alta, eu ria até cair pra trás com meus amigos da escola, eu jogava giz nos alunos coitados (...), eu comia pão caseiro e adivinhava quais eram os ingredientes dos sucos que Valeria fazia. Eu lembro também de passados mais recentes onde eu conheci o Augusto, cansada depois da escola, sentada numa cadeira de canto no escritório de Milena, entra ele na sala todo arrumadinho cheio de gel no cabelo, de correntinha no pescoço, boné, olha pra mim animado, me dá um oi sem muita emoção, pega uns papéis e vai embora pro escritório de seu pai. Eu juro que nunca pensei que 1 ano e quase 10 meses depois eu estaria nesse nível de relação com aquele carinha, meu eterno amigo e namorado.
Eu lembro também da emoção que senti quando dirigi pela primeira vez, um gol branco, correndo pelas estradinhas desertas da represa da Light.

Enfim, são tantas as coisas boas de lembrar, mas as coisas ruins, é inútil lembrar, afinal elas não existem se eu não quiser...

Um beijo povo, hoje foi confuso meu texto, eu sei....mas a foto é boa =)

Dois bejos xuxu =)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cenas pequenas, momentos incríveis

Crianças são felizes? Por que??

Todo mundo gosta de dizer que todas as crianças são felizes, mas, eu fiquei pensando, crianças não podem sair de casa sozinhas, não conseguem tomar banho direito, não podem comer o que querem, têm que dormir cedo, enfim, confinadas na própria idade.
Porém, comecei a pensar na minha própria infância, e lembrei porque eu era feliz.
De manhã, Valeria vinha me acordar dizendo "acorda Maria bonita, acorda pra fazer café, o dia já vem raiando e a polícia já está de pé" hehehehehhe, que comédia. Eu levantava e já estava tudo pronto na mesa, um prato de papa, suco, bolo, pão caseiro, e eu comia tudo enquanto ela lavava os pratos, cantava músicas do cantor cristão, aquela Mãe com M maiúsculo.
Eu brincava na terra com as panelas de Valeria, fazia bolinhos de barro, e ainda dava pedaços pra ela achando mesmo que ela guardaria pra depois comer. Eu tinha uma bicicleta cinza, descia a ladeira a mil por hora passando por cima das pedras, desviando dos buracos, acenava para os bois como se eles realmente me entendessem.
Jether chegava no fim de semana, chegava com uma mochila nas costas, com um cheiro de café, de viagem, de cansado, mas passava por cima de tudo e me abraçava como se eu fosse a criança mais amada do mundo, ouvia minhas histórias bobas como "há, eu brinquei com o cachorro, corri no pasto, brinquei na lama, comi flor, tomei banho de mangueira", me ouvia enquanto tomava café. Na segunda feira, ia-se embora de novo, levando a mochila, levando minhas histórias, meus desenhos, minha saudade.

Esses dias, andando de carro por uma rua qualquer, eu vi uma cena, que me fez lembrar a emoção de ser criança. Uma menina magrelinha corria pela calçada como quem queria alcançar a velocidade da luz, abria a palma da mão, com os dedos juntos para dar aerodinâmica, o cabelo liso esvoaçava no vento, ela pulava as irregularidades do chão, com um sorriso imenso nos lábios, eu pensava "pra onde ela vai?", acompanhei a menina com os olhos para ver onde ia, e vi que na esquina um homem esperava por ela, muito alto e gordo, provavelmente seu parente. Ela pulou no seu colo, entrelaçando as pernas na cintura enorme do homem, agarrada em seu pescoço com os olhos fechados de tanto riso. Enfim o meu carro foi pra outra rua, a menina feliz com o homem gordo sumiram e vivem hoje somente em minha memória.

Crianças são felizes sim, porque correm sem medo de cair, comem sem medo de dor de barriga, riem sem medo de alguém brigar, dormem sem medo de acordar.

Mas os anos passam, e a infância fica num passado longínquo, guardada num lugar especial de nossas lembranças, passamos a brincar menos, a rir menos, a dormir menos, mas há felicidades, sempre há felicidades.
Hoje eu não quero mais um bolo de terra, mas quero um diploma merecido, um amor pra vida toda...vida toda, isso significa "pra sempre", então, o "vida toda" ja começou a muito tempo, meu amor pra vida toda já está comigo vivendo cada dia pra alcançar a vida inteira. Eu quero uma casa de campo, um violão, um cachorro no tapete da sala, uma lareira que aqueça nossas conversas e nossos risos.

A vida é cheia de felicidade, todas as fases, todas as horas. Pessoas que fazem felicidade, que nos dão felicidade.

Um beijo pessoas
Xuxu...obrigada, eu amoo tu

Comentem....

terça-feira, 13 de julho de 2010

A minha janela colorida, limpa, colorida, limpa....

Sara limpou as vidraças, cortou os cabelos, abriu os olhos, respirou fundo, sentiu o profundo, foi mais além.

Quando Sara nasceu, todos olharam, pensaram "é um neném, tem a cabeça grande, olhos curiosos, uma boca sem dente, é ligeiramente careca...um bebê comum", foi colocada num quarto de janelas grandes, ocupavam quase as paredes inteiras, com vidros enormes, limpos, lisos...de manhã o sol adentrava o quarto, iluminava a porta de madeira que nunca se abria...Sara crescia ali, engatinhava pelo chão gostando do que via, conhecia aquele ambiente, era seguro, claro e seguro.

Os dias se passavam, os anos, Sara crescia e começava a se questionar sobre o mundo lá fora daquele quarto, ali era bom, havia brinquedos, cobertores, janelas, lá fora um jardim sorria, mas, há mais? Ou a vida é basicamente um quarto bem iluminado, comida na hora certa, livros que vêm por debaixo da porta...
Certo dia, Sara pensou em perguntar à seu pai como era lá fora, se era quente como parecia ser, afinal Sara via um mundo lindo através das vidraças, mas, ela queria sentir o cheiro da grama, ver se era tudo aquilo, ou se não era tudo aquilo. Se aproximou da porta, chamou baixinho seu pai:
-Como é lá? Eu já li livros, já ouvi suas histórias, e o sol que entra aqui no quarto é muito bom e quente, mas, como é lá? Eu posso ir?
-Não precisa ir lá pra saber como é Sara- respondeu ele-Eu vou te mostrar tudo que precisa ver, sem precisar sair daqui, afinal, lá chove, aqui não, lá faz frio as vezes, aqui não...aqui, você pode olhar la fora e ver tudo que precisa saber.
Sara deu um olhar vago lá pra fora, o sol parecia tão acolhedor, os girassóis olhavam felizes para ele. Sara demorou a dormir....
No outro dia de manhã, Sara acordou, abriu devagar os olhos, e notou uma luminosidade diferente no quarto, estava tudo azulado, as paredes eram creme e agora pareciam azuis, o que era aquilo? Levantou assustada e viu seu pai lá fora pintando as vidraças, com um pincel grande espalhava tinta azul por todos os vidros de uma só janela. Ele a viu e sorriu, disse:
-Você está vendo? Você vai ter uma visão mais bonita do sol agora filha, a luz ao passar pela janela vai banhar de azul boa parte do quarto!
Sara não sabia se ria, se chorava, não podia decepcionar o pai e dizer-lhe "não faça isso, eu gosto do sol como ele é", ele estava tão feliz, tão certo.

Todos os dias quando Sara acordava, via seu pai pintando seus vidros, de diferentes cores, parecia uma distração na vida dele, ele passava horas pintando as janelas de Sara, começou a passar tinta por cima das que já haviam no vidro, as vidraças estavam irreconhecíveis, o quarto de Sara não era mais tão bem iluminado. Com o passar dos anos, Sara nem lembrava mais como era a sensação do sol iluminando o quarto de manhã, o tom amarelo, já esquecera o calor do meio dia...esquecera, se perdera...Se alguém perguntasse à Sara "como é a luz do sol Sara?" ela responderia "...creio que seja colorida, as vezes azul, as vezes verde, vermelha, depende do dia" ....

Os anos passaram, e Sara definitivamente esqueceu a cor do sol, limitada à vidraças coloridas, convicta de um sol inexistente, certa de uma luz falsa....como dizer à Sara que os vidros de seu quarto, escondem o verdadeiro sol?

Um rapaz, certa vez, caminhando pelos arredores da casa de Sara, avistou duas janelas grandes, com seus vidros pintados, se aproximou pra ver melhor, notou várias camadas de tinta, pensou "quem fez isso? tapou a luz do sol..."...já ia embora quando ouviu uma menina cantando dentro do casa, dentro daquele mesmo quarta das janelas pintadas, se encantou pela voz, pela canção calma, sentou no peitoril da janela, olhou pro céu, fechou os olhos para ouvir melhor. Sara parou de cantar, o rapaz acordou de seus pensamentos, e disse:
-Estou te ouvindo! Sua voz é linda! virei amanhã te ouvir de novo!
Sara não respondeu, quem é ele?
O rapaz voltou pra casa sem tirar a voz da cabeça, lembrando das novas, no som, imaginando a moça, a imaginava loira, com olhos grandes e verdes, um cabelo longo que balançava gracioso enquanto ela cantava, imaginava um colo rosado, que subia levemente com a respiração feminina de uma moça delicada. No outro dia, levantou cedo, queria falar com a moça, ver o rosto dela, confirmar as expectativas, ouvi-la cantar. Ao chegar na casa dela, reparou novamente nas janelas pintadas, pensou "se não houvesse tanta tinta, poderia olhá-la..." Se encostou na janela, chamou a moça, esta já estava do outro lado da janela, à espera do rapaz desconhecido. Conversaram, riram, ficaram nervosos por uma centelha de sentimento, o coração de Sara se comovia com a voz dele, não conseguia formar uma imagem, ele era somente uma voz, que acolhia, que preenchia o vazio do escuro do quarto, uma voz que acalentava.
Já de noite, o rapaz deitado em sua cama lembrando da moça, "Sara o nome dela" pensava ele, talvez seja ruiva, Sara é nome de gente branquinha, a imagem da moça loira repousou em outra parte da mente do rapaz, agora ela era vermelha, com pintinhas no rosto, com os cílios grandes e ruivos, isso...ela era ruiva. A expectativa do menino era tão grande, não aguentava mais, ela devia ser linda, de qualquer forma linda, tinha voz de gente linda. Não aguentando a ansiedade, foi de madrugada à casa de Sara, levou um pano, um balde, limpou as vidraças na calada da noite, foi embora sem ser visto.

No outro dia, Sara acordou cedo, o quarto iluminado como nunca tinha visto, ou tinha? aquela imagem tão clara era tão gostosa, como se num passado distante ela já houvesse visto. Olhou as janelas e finalmente viu, AS VIDRAÇAS!!!! os vidros limpos deixavam a luz entrar, o sol esquentava o cobertos, as paredes em creme!!! Uma felicidade desmedida, o sol!! o sol!!! era amarelo!!! Já havia esquecido....
O rapaz veio de manhã pra ver Sara...se aproximou da janela, finalmente viu. Sara não era ruiva, não era loira, era morena, não muito bonita, mas interessante, um moreno claro, um cabelo café, em tons de marrom Sara se dividia, parecia ser feita de chocolate, canela e café, era um doce em forma de mulher, uma pinta intrigante no pescoço, Sara parecia um desenho, olhos grandes e escuros, uma boca delineada, cílios grandes e sedutores, Sara Sara....
O rapaz passou horas olhando a moça, através da janela limpa, o sol refletia nos cabelos dela, ele sorria. E Sara simplesmente pensava somente nas vidraças limpas, ele havia limpado? então era sujeira aquele escuro todo? Ela havia esquecido a cor do sol, do verdadeiro mundo...quem havia feito aquilo? aprisionado ela num mundo irreal...ela lembrou, ora seu pai...ela o amava tanto, e sabia que ele queria aquelas vidraças pintadas, havia algum motivo!
Seu pai viu as vidraças limpas, e ficou furioso com Sara, afinal, estava errado! o mundo não pode ser visto nu. Pintou novamente as janelas. Sara ficou no escuro...

O rapaz limpava os vidros durante a noite, Ele (...) pintava novamente durante o dia.. Sara fingia não saber quem limpava, pois amava aquele rapaz, ele abria os olhos dela para ver o mundo real, o sol como realmente era, Sara amava o olhos caídos que ficavam horas à olhar pra ela....

Bjo povo..

Xuxu...Brigada..eu amo você

Yas....Sara cortou o cabelo...hehehhe..


terça-feira, 29 de junho de 2010

Nos dias que a saudade bate...


Naqueles dias em que o sol se põe e temos a impressão de que não irá mais tarde nascer, é um frio que lambe o fim das costas fazendo a nuca arrepiar, o céu escurece e as estrelas surgem mas não parecem brilhar tanto, e nesse universo obscuro da saudade, onde o mundo não é mundo, onde a vida não é vida, o sorriso perde a cor, nesse universo de tristeza contida, reprimida, sentida, nesse universo onde Sara as vezes repousa, se deita numa cama de lembranças, se cobre de saudade, se enche de ansiedade, adormece sob as ilusões de uma menina calejada, que finge não sentir tudo que explode dentro de seu peito, que finge não se irradiar quando ele lhe dá uma flor laranja.

Ele partiu, iria voltar, disse que iria voltar, disse aos sussurros no último beijo. É tão triste quando ele viaja, Sara se sente perdida, como uma criança que se perde dos pais na praia, uma imensidão de areia, de desconhecidos, de guarda-sóis, tudo porque insistiu em colecionar conchinhas ...Sara, se perde por querer colecionar declarações, vai entender.

Sara gosta de uvas-passas cobertas de chocolate, doce que a lembra dele, Sara gosta dos dias de sol quando ele a acompanha no passeio com o cachorro, Sara gosta do olhar caído quando ele se distrai, gosta do beijo nervoso, do abraço, esses abraços, ninguém pode entender o coração de Sara, depois de um dia inteiro, ele cai nos braços de Sara como um bebê, apóia a cabeça nos ombros dela como uma criança cansada, exala saudade, exala conforto, é tudo que Sara precisa, é tudo que Sara deseja, claro, que Sara deseja outras coisas, como uma mesinha giratória onde possa esculpir uma imagem bem profunda, um cachorro grande que se deite no tapete da sala, uma planta com folhas grandes que fique no canto do quarto, um carro antigo, uma pedra de vidro, um ouro bruto....tantas coisas, mas tudo parece não ter sentido, se ele não estiver lá, por perto, como uma bússola, como um farol, ou somente como um amigo.

Saudade é o que alimenta os apaixonados já dizia Ruben Alves, Sara não gosta desse termo, apaixonada parece até vulgar, comum, sedento, insensato, Sara não se deixa levar pela beleza proposta, Sara quer mostrar como é segura, certa, exata, dona de si e do mundo, dona do céu, do vento, do sentimento; mas quando se deita, põe de lado a armadura, tira a fita do cabelo, deita nua na cama, se aninha nos braços dele, no calor do sentimento puro, na verdade da cena, e se sente tão segura, tão confortável, tão despreocupada, e se sente bipolar, de dia é tão segura, de noite é tão desarmada, quem Sara realmente é?

Sara é assim mesmo, uma camélia suja, num vaso de flor caro, e ele a rega todos os dias...mesmo quando está ausente, afinal, vivemos de saudade....

beijo povo.
dois beijos xuxu
foto: pôr do sol aqui no sítio.

sábado, 26 de junho de 2010

Marguerite Gaultier

Sara acordou já cansada, o escuro do quarto se quebrava pelos primeiros raios de sol que adentravam as frestas da janela. Levantou-se e foi arrastando os pés até a cozinha.

Os últimos dias tinham sido relativamente calmos, as plantas no quintal têm crescido rápido, o abacateiro está com jeito de árvore grande, a hortelã se espalha pelo chão e deixa um cheiro forte envolta de si mesma, a couve passa o dia todo com as gotas de orvalho da noite. Ao longe uma plantação de eucaliptos faz um barulho de mar, o céu parece brincar com suas nuvens fazendo estas sombrearem alguns lugares dos pastos.
Na calmaria do campo Sara se sente tão só, só dentro de si mesma, não que não haja pessoas à sua volta, é dentro dela, a solidão de caminhar sozinha por suas imensas estradas de crises enormes, de livros extensos, de pensamentos longínquos. Sara se sente como Marguerite Gaultier, uma personagem de um livro que leu " A Dama das Camélias", Marguerite era sozinha rodeada de gente, era linda e feia por dentro, era grande por dentro e espaçosa por fora, não dá pra explicar, tão amada e tão culpada....

Certo dia de manhã, Sara acordou e havia do lado de sua cama em cima da mesa, um vaso roxo de flores laranjas, um bilhete escrito à mão que dizia "pra sempre", uma taça de vidro com doces de uvas passas cobertas de chocolate. Sara analisou o bilhete, pensou "só o presente existe."



um bejo povo
dois bejo xuxu

terça-feira, 15 de junho de 2010

tristes luzes coloridas

E ele disse adeus, olhando pro chão, fungando disfarçando o choro, com os braços cruzados se encolhendo no casaco, disse alguma coisa sobre incompatibilidade, sobre gênios, sobre personalidade, fez seu discurso lá mesmo, num parque de diversão, uma música alta tocava e embaralhava os pensamentos de Sara.
Foi caminhando até a saída do parque, as pessoas passavam por ela como se nada importasse, passavam felizes, as crianças com algodão doce na mão desfilavam exibindo sorrisos, os casais se abraçavam como se não houvesse gente por perto, os cachorros pedintes imploravam comida. E Sara andava com frio, as mãos no bolso do casaco, as lágrimas caiam incessantes por seu rosto e secavam antes de chegar ao queixo, uma brisa gélida corria por seu pescoço, não parecia mais haver música, as luzes dos brinquedos eram intensas e animadoras mas não pra Sara, ela neste momento se consumia de sua própria tristeza, uma falta de ar a deixava tonta, o frio não deixava-a respirar, o cabelo trançado ficava frio pelo vento, Sara se sentia sozinha, fria como mármore, abandonada como lixo, com desprezo pela vida caminhava sem parar, sem olhar pra tras pois lá ele estava, logo atrás, caminhando em silêncio também.
E ele? o que será que pensa ele? pra a deixar? abandonar, como se não importasse todo o tempo que se passou, como se as flores não tivessem existido, como se as músicas nunca tivessem tocado, como se as noites nunca tivessem sido vividas e sentidas. Simplesmente um fim? Como no meio do filme desligar a TV, não faz sentido...sentido algum...
Sara já na calçada caminhava com os olhos fixos nos azulejos, o frio parecia congelar a sua dor, e essa pesava dentro do peito como se a fizesse morrer aos poucos, as luzes dos postes pareciam fracas, os olhos embaçados, o choro insistia, e em sua mente as cenas se repetiam centenas de vezes, a flor sendo entregue, a carta sendo lida, os abraços sendo dados, o beijo roubado, a bala, o perdão, todos os chás....e cada lembrança doía como um tapa...
Finalmente o carro apareceu no outro lado da rua, o sereno o cobria, a noite feia escondendo suas estrelas, a lua a muito não queria aparecer, Sara entrou no carro, olhando o nada, tentando sumir. Ele entrou no carro e fitava o volante como se esperasse que este dissesse algo. O silêncio fúnebre preenchia o vazio das palavras que ambos queriam declarar. Lá fora uma leve chuva começava intensificando o frio, Ele deu partida no carro, parou na outra esquina, sem olhar pra Sara pediu para que ela parasse de chorar, o nó da garganta sem disfarce, os olhos úmidos, a boca trêmula, pediu um beijo sem explicação, Sara não nega beijos à Ele, pois Ele é Ele....são os olhos tristes que ela não resiste, são as musicas ruins que ela não suporta, são os beijos escondidos, as conversas intermináveis, as promessas tão jovens, as cartas tão novas...

E os dois deixam pra trás o parque que ao longe não brilha tanto, Sara tenta esquecer a noite, as crianças felizes, os casais, os brinquedos, as luzes....

Dormiu sozinha dividindo o frio com sua consciência, lembrando agora do passado com uma certa felicidade triste, com um sorriso salgado de lágrimas, um conforto sem sentido de uma cama fria.
Ele voltou em silêncio até sua casa, tomou um chá enquanto lembrava do rosto triste de Sara, deitou na cama fria e ligou a TV, as imagens passavam sem serem absorvidas por Ele, só conseguia pensar em Sara, mas como já disse Chico Buarque "não há dor de despedida que não se apague com a alegria da volta", ou algo do gênero....

Sara dorme tarde, e acorda cedo....deveria tentar parar de pensar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ser normal..é ser o quê?

Hoje eu não tive aula, acordei tarde, fui passear com Rany (minha cachorrinha), fiquei sentada na grama enquanto a via caçar víboras no meio no mato, uma manhã ensolarada e tediosa.
Entrei no computador pra ver as novidades do orkut, quem deletou quem, a nova foto daquela ou daquele fulano, nas andanças pelo orkut, entrei numa comunidade e por um link lá dentro, eu acabei entrando num blog de um deficiente, o assunto me interessou e eu fui procurar blogs de pessoas deficientes, cadeirantes, etc...Achei um blog, não lembro o nome dele, nem o do dono dele, mas eu li várias postagens e em todas elas haviam elementos machistas, comentários e pensamentos absurdos, um site totalmente "Afeganistão"(como diria minha cunhada rsrsrsrs). Minha vontade na hora, foi de deixar lá um comentário bem mal educado, porém me limitei a escrever "Que absurdo! Nunca mais eu volto nesse blog." ..deixei lá o meu link do blog, e meu nome também, não tenho medo de falar verdades pra qualquer pessoa, independentemente de seu condicionamento físico, ou limitação da mesma.
Esse ocorrido, me fez pensar numa coisa, numa realidade, nas "deficiências" que a grande maioria da população tem.Todo mundo acha, que ser deficiente é não ter audição, não ter um ou todos os membros, é não conseguir falar, ou ser cego, ou ser retardado....mas vou dizer uma coisa, a história não é bem essa não.
Deficiente pra mim, é aquele que não tem respeito, que não sabe dar valor à vida, que é grosseiro, que é mau humorado, que é pessimista, que é machista ou feminista (são dois extremos, e devemos evitar todos os extremos, devemos valorizar as pessoas e suas ideias, independente de seu sexo), essas sim são deficientes, são pessoas que vivem sem o "braço" da solidariedade, que vivem "cegas" pelos falsos conceitos da sociedade, que são "mudas" para os problemas e mentiras do mundo" , que são "surdas" para as vozes tristes dos que sofrem.
Hoje também soube a história de um outro deficiente, ele não tinha as pernas (nasceu sem) mas em nada se sentia limitado, ajustou sua moto para poder andar nela transformando-a numa moto de 4 rodas (três atrás), ele lavava a louça para ajudar a esposa, tinha 3 filhos e jogava futebol com eles! Ele se fazia feliz diante da câmera do repórter, sempre com um sorriso grande, e eu pensei, ele é deficiente? Não, ele só tem uma limitação física, e aquele outro homem do blog de que falei, ele sim é deficiente.

Um beijo povo..

xuxu...dois bejos pra tu =)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Grandes problemas, grandes soluções...

Hoje andei pensando muito em política, estamos aí as beiras de uma grande eleição, com candidatos interessantes (não disse corretos, disse interessantes), e hoje durante uma aula de história, me deparei com umas 20 pessoas que não sabiam quem eram os políticos que formulavam as leis....então....nem sei o que dizer ..rs

Logo, eu comecei a pensar sobre o governo, sua função, sua ideia, sua falta de serviço, suas mãos atadas por si mesmo, tanto problema junto...tanta complicação que começou a se enrolar a tantos anos que hoje não sabemos nem por onde começar a consertar....Pensei no povo brasileiro, ouvi hoje de uma pessoa que muito respeito a seguinte frase "o brasileiro é só um povo, não é uma nação" realmente...como explicar esse conflito e preconceito que existe entre as regiões do Brasil, principalmente para com o Nordeste, e nesse passo eu fui caminhando, até que cheguei a uma ideia:
O governo querendo ou não, mostrando ou não, é uma graaaaaaaande armação, um emaranhado, uma teia enorme e sob constante pressão de seus próprios integrantes. Sabem aquela história de que o mais conveniente para o governo são pessoas que não pensam coerentemente e que não sabem votar, por isso não investem em boa educação, estão sempre mais preocupados com os salários mínimos e aposentadorias que vão manter seu "gado no curral".
A população do nordeste representa 28,9% no total do Brasil, isso é muita coisa... são 44.768.201 milhões de habitantes, isso significa muuuuuuitos votos, e que são significativos numa eleição, logo é uma região visada pelo governo, porém, qual é a melhor maneira de conseguir votos? Sabemos que convencer uma pessoa sem instruções de que você está certo é muito fácil, e o governo pensa da mesma maneira, então o que ele faz?? Mantém o povo na miséria para "conter os ânimos", e lá ficam eles, em sua maioria pobres, vivendo da seca (ou morrendo nela), consumindo seu orgulho próprio aos poucos todas as vezes que são obrigados a se curvar, e sem condições de estudos, de transporte, de direitos, ficam lá, esperando pelos olhares piedosos do governo, e finalmente, o ano de eleição chega, e os políticos vestem seus paletós, arrumam suas gravatas e vão distribuir cestas básicas e galões de água pro povo do sertão, estes por sua vez ficam felizes e garantem que votarão nesses mesmos políticos...Entendem a lógica da coisa que eu estou tentando passar? Entendem o grande problema?
O Nordeste e preenchido por pessoas de orgulho próprio muito bem estabelecido, e por isso não se curvam facilmente para esses projetos bestas do governo, e por isso está como o conhecemos, sem estradas, sem dinheiro, sem estudo....e sinceramente, eu prefiro ser pobre e gozar da liberdade, do que ser rico e ter de andar nos trilhos impostos....

O que quero dizer gente, é que nada é tão lindo como aparece na TV, os políticos estão sempre puxando sardinha para o seu lado,e tudo de uma maneira muito bem disfarçada, devemos ficar atentos...e não adianta irmos lá tocar fogo do senado, precisamos só de uma coisa...votar direito...propagar a abertura da mente, saia da bolha, olhe em volta, o mundo é grande demais, o problema é grande demais....os passos podem até serem curtos, o importante é serem constantes....

Um beijo povo...(e na foto....é interessante ver que sempre que tiramos uma foto pode ter alguem tirando foto de vc! ..rsrsrs)


terça-feira, 20 de abril de 2010

Campo Minado

o jogo mais antigos mais legal e tuuudo..rsrsrsrs


Eu plantei brócolis no quintal, eu fiz uma horta, plantei tomates e rucula tb....enfim

fui pra exposição de carro antigo, agora minha ideia vaga de ter no futuro um landau, agora se concretizou, eu quero um landau um dojão e um mustang..ahuaha..

bjuu povo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mundo da Lua

Sair do mundo não é necessário ir embora da terra, basta entrar à fundo dentro de você mesmo, ir além do que o espelho mostra, olhar por cima todo o sistema...sair do mundo as vezes é o melhor a fazer....voltando uma vez ou outra para as poucas boas coisas da vida, voltando para os amigos, para os amores, para os melhores livros e músicas, e logo depois, voltar, pro seu mundo próprio...tentar imaginar como é viver no mundo das idéias, no mundo ideal....

Tales sofreu com um apelido triste que deram à ele em sua época "distraído", por estar sempre com um olhar distante, e certo dia, andando olhando o céu chegou a cair dentro de um buraco, uns dizem que ele morreu assim, mas...creio que não...isso é que deu à ele o apelido, mas enfim, a questão é que ele observava o céu durante tanto tempo de seus dias, que previu o primeiro eclipse solar..isso 500 anos antes de cristo.....e dai, achavam que o cara estava todo lunático, e na realidade estava dentro de si mesmo, concluindo coisas legais que foram fundamentais para a sociedade....

Depois de hoje estudar Tales, aqui no conforto da minha cadeira e da facilidade do Wikipedia, eu fiquei até feliz de ouvir tantassss vezes me chamarem de lunática, que eu vivo pensando no "infinito"..talvez eu um dia descubra algo bem importante e escreva um livro sobre isso....

enfim....hoje foi um bom dia pessoas! estou meio doente, mas feliz, Rany tomou banho recentemente, hoje no almoço teve o meu arroz favorito (com cenoura), estou com um trabalho de filosofia pra fazer que é maaaaaravilhoso e estou me deliciando com ele....de tanto viajar nesse trabalho cheguei a um ponto que estava pesquisando sobre a vida de Nelson Mandela, e não tem nada a ver com o trabalho isso..rsrsrs...

um bejo povo!
dois bejo xuxu amo tu S2

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O real mundo de Platão.

























Nalla São Paulina, desenho.... =/

Não sei qual é o nome do livro do qual Mel tirou todos esses ensinamentos que me passou noite passada sobre a real ideia de Platão, então em breve eu perguntarei à ela, e sabendo o livro e o autor, eu posto aqui =)

A questão é bem mais interessante do que parece, sabem quando uma pessoa diz "é o amor platônico de fulano", automaticamente formamos a ideia de que o amor dessa pessoa só é perfeito no "mundo imaginário de Platão" e na realidade o amor dela é uma porcaria. E aí que entra o lance legal...Esse tal "mundo das ideias" não é um mundo onde as coisas são todas possíveis e a nossa imaginação manda, é o mundo onde tudo é o que realmente é, como se fosse um mundo onde tudo fosse a imagem perfeita, por exemplo, no mundo das ideias a árvore, é realmente uma árvore, aqui onde vivemos o que existe são coisas que se assemelham, por isso nenhuma árvore é igual, porque nenhuma delas é realmente uma árvore, árvore mesmo é o que existe no mundo das ideias, no mundo dos "ideais"...entende?
Então, na realidade, quando alguém descreve o relacionamento amoroso de uma pessoa dizendo "amor platônico", na verdade ela está dizendo "amor de verdade"....é o amor, que é a cópia fiel da ideia de "amor", que só existe no mundo das ideias de Platão....demais não?

pensem ai..comentem, beijos!!

beeeeeeeeeeeeeejo xuxu, eu amo tu demais, meu amor platônico s2 hhehehehe, eu amei o comentário no meu blogger viu? amei amei amei...

sábado, 3 de abril de 2010

visões...


huahuaha....fotos são fotos, não há nem o que explicar nessa ai!.


Bom, hoje quero escrever sobre a visão, a visão que temos do mundo, que temos da nossa própria vida, das pessoas que nos cercam...enfim.

Quando estamos observando somente a nossa própria vida, não precisamos nos afastar de nós mesmos, basta se olhar no espelho, olhar família, os amigos, a casa, pensar bem, e concluir "eu sou esse aqui"....mas se você quiser observar a casa onde você mora, você pode até entrar nela, analisar os cômodos, mas para ter uma visão dela toda de vez, você precisa ir lá pra fora, se afastar um pouco...quando queremos observar a cidade toda de uma só vez, precisamos de um helicóptero ou um avião, quando queremos olhar para a sociedade toda de vez, precisamos também, nos afastar um pouco, para não nos contaminarmos com seus costumes, suas ilusões, suas certezas...

Eu a vida inteira fui taxada de "estranha", mas de uns tempos pra cá, sinceramente passei a conviver com esse adjetivo de uma maneira bem harmoniosa, poderia até dizer que gosto dele, visto que o "normal" não é o "melhor". Ser estranho, é ser marginalizado (posto à margem), mas quando o rio está sujo, é até aconselhável que fiquemos à margem.

Eu gosto muito de pensar, adoro pensar nas pessoas, passo horas "olhando o infinito" como diz Milena, ontem mesmo, apaguei a luz do quarto para dormir as 00:30, e fiquei sem conseguir dormir, pensando em coisas como os cinco sentidos, as brigas entre os casais e temas do tipo, quando olhei novamente o relógio, esse marcava 1:50 :p . E nessas horas viajando dentro da minha própria cabeça, eu já pensei muito sobre a sociedade em geral, e eu conclui uma coisa recentemente:

Quanto mais observamos a sociedade, mais defeitos encontramos, mais falta de moral, de ética, de Deus, e como eu escrevi antes, para ter uma visão panorâmica, precisamos nos afastar, e assim acontece com quem gosta de observar, acabamos por ficar à parte, e por fim nos encontramos morando felizes num sítio qualquer, não gostando mais de shopping, não gostando de balada, de rodeio, de micareta...

Eu não sou extremista ao ponto de dizer que odeio pessoas..hahahhaa...claro que não, eu gosto sim de sair, quem não gosta não? Mas eu devo confessar que pra mim, não existe lugar mais confortável que minha casa, que as árvores que tenho em volta de casa, da minha rede, do bolinho de chuva que como junto com o Augusto aqui em casa nas tardes de Sábado..O Augusto diz que eu não gosto de "sítio", eu gosto é de "chácara" porque eu não gosto muito de vacas, bois, galinhas e cabras,rsrsrsrs, que seja então, a questão é que em contato com a natureza eu posso observar a perfeita harmonia que Deus planejou, tudo está no lugar certo, no seu lugar, e por isso tudo é tão perfeito, o sol, a lua, o vento, as plantas....tudo dança a mesma música....

Sinceramente eu não sei exatamente o que escrever pra descrever o que sinto e penso....só sei que quanto mais perto do mato, mais feliz eu sou...rsrsrsrsrs

beju gente
beju amor.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Somos os outros...
























Na foto: eu e augusto na Mc'donald , tia nana ainda estava aqui... =)

Quero escrever hoje, sobre...a indiferença, o anonimato, nós e os outros. Não vou escrever muito, o tema não permiti muitas linhas.

Você provavelmente andando na rua já comentou com alguém "olha aquela pessoa ali, ela blá blá blá...". Notem essa expressão "àquela pessoa", dá a entender que você não a conhece, não sabe o nome, a idade, os interesses, o signo, absolutamente nada, ela é uma "outra pessoa". Porém, nunca paramos pra pensar, que para as pessoas que passam na rua nós somos os outros, você é "aquela pessoa" do comentário de alguém que na rua repara em você.

No centro da cidade, são centenas e centenas de pessoas que passam, concentradas em suas próprias vidas, em seus afazeres...e nós somos só mais uma delas, a andar pelo centro, pagando contas, comprando coisas...

Se colocássemos uma cadeira no centro da praça central da cidade, sentássemos lá, e passássemos o dia a observar os que passam, teríamos histórias infinitas para contar mais tarde:são tantas as crianças que andam puxando a roupa da mãe pedindo coisas, os velhos que cospem no chão, os bêbados que gritam para os carros, as prostitutas que acenam para os que passam, os tímidos que andam encarando o chão, os narcisistas que caminham com uma expressão de "sou muito bonito, olhem aqui"....as crianças que andam derrubando sorvete....enfim, pessoas vivendo.

Seria tão interessante possuir a onipresença de Deus só por uns segundos, e poder ter conhecimento dos por menores das vidas de todos, saber as dores, as preocupações, as alegrias, as preocupações, ou até mesmo somente o nome dos que passam na rua...

Seria tão...tão interessante.

um beijo povo- comentem!
dois beijos xuxu -amo tu S2

terça-feira, 30 de março de 2010

Sogras, sogras, sogras!!!!

A foto não tem nenhuma ligação com o que vou escrever, enfim...

É engraçado parar pra analisar o que ouvimos por aí a respeito de sogra, uns dizem "nada contra", outros "não suporto", e numa infinidade de respostas concluímos que a maioria da população preferiria viver longe de suas respectivas sogras. Eu vivo uma realidade diferente, graças a Deus ...

Quando conheci o Augusto, eu juro que a última coisa em que pensei foi "acho que vou casar com ele", muito pelo contrário, ele era só o meu amigo, que eu admirava por ser um cara legal e prestativo, que tinha uma família muito boa, e pais dignos de um livro. Quando surgiu a idéia de namoro, logo eu pensei "os pais deles nunca vão gostar de mim", àquela idéia de "seres inatingíveis" era o que eu pensava á respeito do Pr.Natanael e da Jesuina.

A primeira vez que falei com a Jesuina como sua nora, o sentimento foi indescritível pois foi uma mistura de timidez, expectativa, um receio constante do que ela estaria pensando de mim, eu sabia que ela me analisava em tudo pra saber se eu era o que ela esperava pro filho dela, nada mais normal de sua parte! =p . Essa insegurança toda se devia à todas as histórias que já ouvi a seu respeito:
Quando era pequena, eu cresci ouvindo historias do meu irmão sobre a amizade extra-estrelar que ele desfrutou junto com o Henrique (o irmão do Augusto, coincidências da vida...) , histórias do Pr. de quando ele dirigia a igreja Batista Maria do Carmo, histórias que minha mãe contava das vezes que ouviu a Jesuina pregar. E assim passei a minha vida, já com a idéia estabelecida em minha cabeça que àquela família era um exemplo, uma família de ouro, ou alguma coisa do gênero...

Milena (minha irmã), ao ir trabalhar na IBCS, se tornou a minha ponte de acesso à essa família, porém, sem se dar conta disso. Eu passava minhas tardes com Milena em seu trabalho, não havia muito o que fazer (por isso acabei desenhando os pastores que passaram pela central, copiando suas fotos na parede), na sala ao lado da de Milena, ficava o escritório do pastor, um ambiente aconchegante, um cheiro de livro no ar, papéis sobre a mesa, uma cadeira confortável, e lá havia estantes recheadas com todos os livros de filosofia que eu pegava na biblioteca da escola, foi a primeira coisa que me fez começar a admirá-lo, algum tempo depois descobri que ele era formado em filosofia, teologia, entre outras coisas que na minha cabeça formavam o currículo perfeito. Aos poucos fui ficando à par dos currículos da família toda, e a minha idéia de família perfeita, somente se concretizou.

Sinceramente, vou confessar uma coisa pra vocês que estão lendo, eu estou a cerca de 30 minutos aqui e só escrevi essas poucas linhas, sabem porque? Porque eu não consigo achar uma linha de raciocínio que me leve a descrição perfeita do que eu quero contar. Então, vamos pular toda a introdução, pular as histórias que me trouxeram até as minhas conclusões atuais. Pois bem.
Hoje, a Jesuina é o maior exemplo de mulher que eu tenho, não sei de onde ela tira tanta paciência, persistência, dedicação, força de vontade! Simplesmente nunca a vi de mau humor! Eu sei que devemos procurar ser nós mesmos, construir nossas vidas de maneira unica, mas sinceramente, eu quero muito copiar os passos dela e um dia me tornar uma mulher tão digna de admiração quanto ela é.

Em relação ao Pr., eu não tenho muito o que escrever, eu não consigo descreve-lo, sua personalidade ainda não está definida na minha cabeça, eu ainda não sei quando ele está falando sério ou contando uma piada, ainda não tenho certeza do que ele pensa à meu respeito...o que posso dizer é que ele tem um acervo de livros invejável, ele tem um senso de humor interessantíssimo, ele demonstra ser um ótimo marido, um ótimo pai, um ótimo Pastor.

Henrique, cunhado massa...rsrsrsrs, um namorado dedicado, dono de livros que eu não compraria, piadista por 24h, sonhador de grandes planos, observador da sociedade tanto quanto eu, um ótimo professor. =D

E Augusto...dizer o que...é meu menino. Ele não ouve Pink Floyd e não lê muitos livros por ano, definitivamente não é a minha versão masculina, mas com certeza é o meu amigo, eu riu com ele, eu corro com ele, a gente chora junto, quando eu insisto muito a gente até lê junto! rs, a gente come bolinho de chuva, deitamos na rede, passeamos com meu cachorro, cozinhamos panquecas, raramente assistimos TV porque ele dorme...mas enfim...eu amo*

Desculpem o texto tão grande, certas coisas não admitem resumo!
Eu me sinto feliz de ter contato com essa família, admiro muito, gosto muito...enfim..

Um beijo povo*

Dois beijos xuxu**

domingo, 28 de março de 2010

A idéia de geração em geração...

Quem me conhece sabe da certa repulsa que eu tenho à idéia de ter filhos, gravidez, parto e nenéns são coisas que naão me atraem nem um pouco se quer, e não digam que é pela minha idade, porque eu conheço meninas de 13 anos que adorariam casar e ter muitos filhinhos porque adoram bebês, fraudas e mamadeiras, certo....é uma questão minha, nunca gostei, e fim...

A muito tempo me questiono no porque de ter um filho, qual é a lógica?? Analisando o mundo como hoje ele é, podemos concluir que o planeta, a humanidade e todo o sistema que conhecemos está caminhando para o fim, e nessa linha de raciocínio eu pensava: "pra que então ter um filho? Mais um a passar sede no futuro, mais um ser humano que terá problemas, sofrimentos, tristezas, choros e perdas, tudo isso pode ser evitado, não tendo um filho, encerrando uma geração, seria encerrar um possível problema". Certo...
Agora, você Augusto que odeia essa minha antiga idéia a respeito de filhos, vai gostar da minha nova conclusão..rs.
Hoje, durante a E.B.D (escola bíblica dominical), não sei como o assunto estava em machismo, sociedades antiquadas, povos antigos, reis, rainhas, culturas, enfim....a aula discutia o sistema, e por esses caminhos uma frase que eu mesma disse, me fez pensar um pouco além, eu disse "muitos problemas de interpretação na bíblia não existiriam se nas línguas a palavra "homem" não valesse também para o significado da palavra "humanidade".....porque, imaginem só, existem versículos que quando dizem "homem" querem dizer "humanidade" ,mas, por ignorância de alguns, a o versículo se deturpa em seu sentido e a palavra é espalhada de forma errada, interpretando esses versículos como se Deus desse preferência ao homem (macho), deixando a mulher em segundo plano, e na realidade duvido muito que Deus faça esse tipo de separação, somos todo importantes de igual maneira perante Deus...

E nessa linha de raciocínio eu fui andando, andando, e numa hora eu estava pensando "queria tanto que mais gente pensasse igual a mim, compartilhasse dos mesmos ideais". Eu sou uma pessoa racional, eu gosto de pensar e concluir coisas deixando de lado o fervor do sentimento, dos sentidos coisa e tal, então, por isso, eu consigo convencer um certo número de pessoas de que eu estou certa sobre certos assuntos, mas uma hora eu vou morrer, meu conhecimento, minhas idéias, minhas conclusões, os livros que li, tudo será enterrado junto comigo, e como fica?? O meu trabalho foi vão?eu lutei por ideais durante 70, 80 anos para simplesmente deixar de existir nessa terra? Aí entra o sentido do filho.

O filho, é o seu sucessor, ter um bebê é a oportunidade que Deus te dá de poder influenciar significativamente no crescimento e formação de um adulto, isso mesmo, filhos são adultos, não podemos olhar para um bebê e imaginar que ele será rosado e fofo para sempre, não, ele vai crescer, quando fizer 16 anos vai votar, e em quem votará? Quando terminar a escola vai entrar pra faculdade, vai mesmo querer entrar numa faculdade? Quando chegar em que vai querer casar, com quem ele vai casar?...essas são apenas algumas das infinitas questões que formam um ser humano, e pessoas mal educadas ( no sentido da coisa), fracassam em todas essas áreas, 98% dos acertos e fracassos de uma pessoa, é culpa ou mérito dos pais.

Então, agora aceito a idéia de ter um filho, até quero um agora..rsrsrsrs, porque se Deus me der um menino, quero zelar para que 24 horas ele esteja se tornando um homem exemplar, quero ensina-lo a ser cavalheiro, a ser cuidadoso, dar o exemplo de andar segundo a vontade de Deus, quero ensina-lo a saber votar, a pensar, a comer, quero facilitar as oportunidades, quero ajuda-lo a caminhar na direção à evolução do pensamento, e não ficar parado olhando as paredes e correntes como ilustrava o livro de José Saramago- A Caverna. E se Deus me der uma menina, quero ensina-la a ser mulher, a ser comportada, a ser esperta, quero ensinar que mulheres não devem ter como objetivo de vida casar e procriar, e sim crescer e se destacar, quero ensina-la ser feminina e delicada sem perder a vontade de lutar, de vencer, de concorrer, de trabalhar, de estudar e vencer....

Filhos, são a continuação na idéia, do objetivo, do pensamento, é quem vai carregar a sua bagagem quando você morrer, quem vai expandir seus ideais...é o que imortaliza o pensamento, já ouvi a frase, todo mundo já ouviu, não sei de quem é a tal "o artista se imortaliza em sua obra", não há obra mais complexa e genial que um filho, é uma obra que anda, que fala, que corre, que pensa, que conclui, discorda, concorda....

Agora vocês estão a pensar, que não podemos traçar os destinos de nossos filhos, eu sei, eu concordo....não podemos traçar os caminhos, mas podemos mostrar as estradas, e com uma boa forma didática, exemplo compatível com o discurso, e 24h de investimento, o filho certamente seguirá os ensinamentos dos pais, todo ser humano é inteligente o suficiente para tal coisa.

O grande problema é que hoje, os pais esquecem por segundos, por horas, que são pais!! Que tem uma pessoa analisando seus passos, bebendo suas palavras, imitando seu exemplo, ser pai não é fácil, ser mãe é...mais complicado (ninguém merece uma gestação rsrsrs), e o mais difícil, é que ser pai é 24h, então a grande questão é, ter um filho é fácil, mas....educar uma pessoa, é grande dificuldade, e nós, humanos pecadores, realmente não somos qualificados para tal missão, e aí entra Deus novamente na história, nunca criaremos filhos sem a ajuda absoluta de Deus....

Voltamos para o ponto inicial de nossa vida cristã, voltamos paras as primeiras aulas de E.B.D : temos que seguir a Deus, confiar e acreditar, "Entrega teu caminho ao Senhor,confia nele, e Ele tudo fará. Salmos 37-5"

Um beijo povo

Dois beijos Xuxu S2

sábado, 27 de março de 2010

A perda imaginária...


Na foto, uma flor seca, a primeira da minha coleção que em breve trocará de dono, darei de presente pra uma pessoa a minha coleção de flores secas, eu já tenho muitas!!na próxima postagem ponho aqui a foto do meu buquê (no meu orkut ja tem essa foto).

Enfim...Sara é pirada....ela nunca consegue se situar no mundo real, vive em seu mundo imaginário onde tudo acontece conforme sua vontade, ela realmente acredita que todos falam a verdade, que todos são amigos, e em meio a essas confusões interiores de Sara, ela conversa com um moço que no manejo impróprio de palavras a convence a ser seu amigo, Sara aceita, ela sempre aceita....

Ao decorrer de conversas sem sentido, o moço se torna interessado nos lábios de Sara, se torna pegajoso, e finalmente Sara entende que o moço não queria ser seu amigo, e sim seu amante, amante? Sara não quer essas coisas...moças iguais a Sara não traem seus amores....de jeito nenhum....

Se desvencilhando das propostas indecentes Sara finalmente corta relações com o rapaz, deixando-o no silêncio de sua ausência, porém, ficou receosa de contar a historia para o seu querido amigo, amor que a acompanha em vida por estradas tortuosas, aquele mesmo menino que cheira a camomila, lembram??

Nesta noite Sara não dormiu, chorou amargamente lágrimas ácidas pela idéia de que perderia seu amor, e se virava de um lado para o outro da cama, molhando ambos os lados do travesseiro, e sua cabeça rodava pensando no passado digno de conto de fadas, no presente tempestuoso e no futuro nebuloso....sua garganta fervia por imaginar que jamais chamaria por ele, seus olhos se fechavam na esperança de quando abrissem teriam a visão dele chegando, seus ouvidos se fechavam pelo medo de ouvir qualquer som que não fosse a voz de quem a atordoava....

E a noite se passou assim, escura e silênciosa, regada pela dor da perda que Sara nem tinha certeza que recebera....enfim o dia chega....o sol desponta no horizonte numa calma venerável, tão longe de nós que talvez seja por isso que ele anda calmamente, pois sabe que nossos baldes de água fria nunca o irão atingir, que nossas vozes não chegam até ele, que nossos choros não são nem percebidos....

Sara inchada e vermelha revelando horas de choro, levanta preguiçosamente da cama, arrasta os pés até o telefone, liga pra ele:
-Alô? Sou eu...
-Oi amor fale....
Sara conta detalhadamente os ocorridos recentes, entre soluços e fungadas. Numa voz calma e acolhedora ele responde:
-Não se preocupe, eu entendi....
Sara desliga o telefone....senta na cadeira da sala, apoiando os cotovelos sobre os joelhos ela se coloca a pensar, lembrar...e conclui falando baixinho:
-Não acredito que chorei a noite toda uma perda imaginária....

...